Família Piwbrins

4126 Palavras
j**k tentou bastante para conseguir descansar um pouco durante a noite, a tensão que o envolvia era muito forte, tanto pelo dia que estava para vir, e agora tanto por aquela entrevista, que o deixou realmente preocupado. Ele acordou de manhã em sua cama, seu quarto era totalmente automatizado, as persianas abriram e um dia de neve estava se estabelecendo lá fora, o Muralha de Titânio teoricamente era resistente a tudo, mas o'que estava para vir a seguir... nem j**k tinha certeza se resistiria, reencontrar sua família era uma coisa que ele definitivamente não gostava. Ele toma coragem e se levanta, mas antes de fazer qualquer coisa, seu assessor chega no quarto. - Bom dia senhor! - Bom dia. - Só vim para avisar que o transporte já está pronto para levá-lo quando estiver pronto. - Tudo bem, hum... Obrigado. O assessor ficou olhando para ele, curioso. - Mais alguma coisa? - perguntou Jack - O senhor não costuma me agradecer por alguma coisa, está tudo bem? - perguntou o assessor. E j**k se sentou na cama e respirou fundo. - Não tenho ideia de como será meu reencontro hoje. - Tenho certeza que vai ser agradável senhor. - Ou talvez seja um pesadelo. - acrescentou j**k, muito pessimista. - Só saberá se for, senhor. E o assessor saiu do quarto. Jack tomou coragem, e foi se preparar para a luta mais difícil de sua vida, ele se arrumou e perfumou, colocou um terno que ele jamais tinha usado antes com uma blusa social escura, que sua mãe adorava, e fechou com uma gravata escura com detalhes cinzas, ele nunca tinha se arrumado tanto antes, até penteou o cabelo, deixando mais organizado do que ele tinha normalmente. Jack acordou às 10h da manhã, mas às 11h já estava pronto, percebeu ele enquanto olhava para o seu relógio de pulso. Uma mulher loira vestida com um vestido vermelho entrou no quarto, quando j**k olhou bem, a reconheceu, era Hillary Duff. - Você pelo visto não é meio casada não é? - perguntou ele - Só quando os cafajestes me rondam. - respondeu ela enquanto se aproximava dele. - Você abre exceções? - Podemos discutir isso no meu escritório um dia... - Parece divertido. - Por hora, só estou aqui para acompanhá-lo, Sr j**k. E ela estendeu o braço para ele, que a segurou no seu, como sua acompanhante, e os dois partiram. O caminho até a casa de sua mãe era bem curto, porém naquele dia estava demorando mais do que o normal, e j**k, que estava no banco de trás com Hillary, deu um toque no vidro que separava o motorista do banco de trás, e o motorista abriu e o atendeu. - Sim senhor? - Pra onde estamos indo? A casa da minha mãe costuma estar mais perto. - Ah sim, o local do almoço acaba de ser mudado, será no Austin Tower. E j**k se afunda no banco. - Qual o problema j**k? - pergunta Hillary. - Esse dia fica melhor a cada segundo. - diz ele colocando a mão sobre o rosto. Chegando próximo do local, Hillary olha pela janela, e vê um arranha céu cheio de janelas bem espelhadas, e com muitos prédios em volta, era uma espécie de complexo, havia um letreiro enorme escrito Piwbrins no topo, também tinha muitas passagens ali em volta. - Aqui é bem grande hein - exclamou ela. - Tá prestes a ficar bem sufocante. - disse j**k desanimado. Ao chegarem na entrada do prédio, um mordomo bem vestido abre a porta do carro para j**k e o cumprimenta: - Quanto tempo, Sr j**k! - Você não faz ideia, Chase. E os dois se cumprimentam com um aperto de mãos. E Hillary sai em seguida, que também é cumprimentada por Chase. Não havia nenhum repórter, nenhum paparazzi, nenhum fã, nada por perto que pudesse distrair j**k, apenas ele próprio e a sua v*****e de sumir dali. - Estão esperando pelo senhor no 41° andar, senhor. - avisou Chase. - Certo, obrigado. E ele e Hillary seguiram a dentro do prédio. Jack havia se esquecido de como era grande lá dentro, só a recepção já daria o tamanho da casa dele. O elevador era logo em frente, os dois entraram, e j**k parou por um instante, antes de apertar o botão, e pensou muito bem no que estava prestes a fazer, mas Hillary o encoraja: - Não deve ser tão r**m assim, vamos lá, é a sua família que está lá em cima! Sua mãe espera por você. - É bem mais complicado do que parece, acredite. Ele tomou mais coragem ainda e apertou o botão rapidamente, a porta do elevador se fechou. A subida parecia levar uma eternidade, j**k olhava os números passando pelo contador na parte de cima da porta, e a cada número parecia ser mais uma eternidade. Até que enfim, o 41° andar foi alcançado. j**k espera a porta abrir ansiosamente, e enfim acontece, ele vê sua mãe sentada em um sofá, no meio da sala, ela estava ali parada, como se já estivesse esperando por ele, j**k dá o primeiro passo para fora do elevador com a ajuda de Hillary, que praticamente o empurra para sair. A mãe dele se levanta, e abre os braços para recebê-lo, e ele vai até ela para cumprimentá-la com um grande abraço. - A quanto tempo faz que não o vejo, meu filho! - Oi mãe... - disse ele sem jeito. E Hillary se aproxima, e a cumprimenta também. - É uma honra conhecê-la, Madame Olinda. - Você deve ser a Hillary certo? É um prazer tê-la aqui. As duas voltam a olhar para j**k, que fica sem reação. - Fico muito feliz que vocês dois tenham vindo, mas chegaram cedo não é? Jack já tinha sua resposta pronta: - Ah sim, é que nós precisamos ir para uma conferência daqui a pouco, sabe como é né? Negócios... e nós só passamos aqui pra... Mas Hillary o interrompe, dizendo: - Nós chegamos cedo porque queríamos receber os convidados. Madame Olinda os olha, com surpresa e diz: - Ah, que bom! Sendo assim, podem ficar à v*****e. Jack olhou para Hillary com bastante indignação. - O que você pensa que tá fazendo?! - sussurrou ele. - Me agradeça depois. Eles ficaram na porta do elevador o tempo todo, esperando os parentes começarem a chegar, e as horas foram passando, os dois receberam todo mundo que chegava pelo elevador, e os primeiros foram seus primos, Lloyd e Mackenzie, os dois eram muito próximos de j**k na sua infância, e já fazia um bom tempo que eles não se viam. - Primo, há quanto tempo! Jack teve uma surpresa quando os viu, e mesmo que de leve, ele abriu um sorriso. Lloyd e Mackenzie eram dois rapazes brancos de cabelo liso e penteado e bem magrinhos, usando terno para a ocasião. - Lloyd? Mackenzie? São vocês mesmo? Eles sorriem, e então os três se abraçam, e j**k visivelmente ficou mais feliz. - Olha só pra você, Jackie. Tá bem maior do que da última vez que nos vimos, e tá tão fortão! - disse Mackenzie. - Esses são seus primos? - disse Hillary. Eles se viram e olham para Hillary, que sorri e acena pra eles. - Ah, então alguém finalmente fisgou o Jackie, hein. - disse Lloyd, cutucando j**k com o cotovelo. - Não, não, sou só uma amiga. - disse ela, rindo. - Infelizmente. - tossiu j**k. Os dois primos riram. - Você não mudou nada, hein Jackie. - Nem vocês. E então? Como está sendo a vida no interior? - Pacata, sem graça, mas tranquila. É o que precisávamos. - disse Mackenzie. - Tem sido bom tratar a vida com mais calma e paciência. - Eu não consigo nem imaginar o que isso significa. - respondeu j**k. - Claro, nesses ringues, essas lutas, essa fama toda, deve até ser divertido. - Tem seus prós e contras, mas a maioria são os prós. - Imagino que você deve ganhar mais do que as ações da Austin Industries. - Ah, isso com certeza. Eles riem, e Hillary diz: - Tão modestos. Eles se cumprimentaram com muitos abraços e sorrisos, e então entraram. Em seguida, chegaram seus tios favoritos, um dos poucos que ele simpatizava, Randall e sua tia Lara, sempre que eles viam j**k, o cumprimentavam muito alegres. - Esse natal acaba de ficar melhor, eu não acredito que estou vendo você com meus próprios olhos novamente! - disse Randall. - Eai, tio. Hillary reparou que Randall e Lara eram um casal bem excêntrico, ele parecia um Cowboy usando chapéu e um bigode esquisito, enquanto Lara parecia aquela ricassas com um poodle em baixo do braço, que estava latindo para j**k. Eles se cumprimentam com abraços e apertos de mãos, mas quando j**k vai tentar fazer carinho no cachorro, ele late e quase morde ele. - Não se preocupe, o bolinha não gosta de ninguém. - disse a tia Lara. - Tão pequeno mas tão irritado. - comentou j**k. Lara passa o cachorro para Randall e então ela e j**k se cumprimentam com um abraço forte. - Como você está, meu sobrinho? - Até que não tão m*l, tia. - E você, quem é? - disse Randall para Hillary. Ela acena com a cabeça e responde: - Apenas uma amiga da família. - Ah, entendi. Eu também era só um amigo da família quando conheci a Lara. - Que sorte a sua. Eles riem, e Lara também vem cumprimentar Hillary e pergunta: - Qual o seu nome, boneca? - Hillary Duff. O cachorrinho estava querendo se aproximar de Hillary, e ela o segura, e ele começou a l****r a mão dela, completamente docil. - Não gosta de ninguém né? Tá bom. - disse j**k. - Não leve a m*l, acho que o bolinha ainda superou a vez que você pisou no focinho dele. - disse Randall. - Você fez o que?! - Hillary ficou surpresa. - Foi sem querer. Depois deles vieram seus avós paternos, que eram ranzinzas, mas ainda assim j**k os respeitava muito, seu avô se chama Harrison Piwbrins e sua avó Vera Piwbrins, eles praticamente passaram direto por j**k e Hillary. - Quem são esses? - perguntou Hillary, vendo eles irem direto para a sala. - A parte podre da família. - respondeu j**k. A cada pessoa que chegava, j**k ficava mais ansioso, a qualquer momento poderia ser uma pessoa que ele não queria encontrar: sua irmã. E dessa vez chegou sua tia Susan, que era solteira, e disparado ela era a que j**k menos gostava dentre todos os seus tios, ela o paparicava quando estava em frente a ele, mas o xingava pelas costas, então ele a cumprimentou com um sorriso falso, enquanto ela continuava fazendo o teatro de sempre: - j**k, meu sobrinho lindo, você está tão forte! Como tem passado? - Bem. - ele respondeu secamente. Ela começa a paparicar ele apertando os músculos de j**k, e rindo, e então ela se dá conta de que Hillary está ali e diz: - Então essa é a sortuda? Qual o seu nome? - Hillary. - Bonito o nome, Hillary. Há quanto tempo vocês estão namorando? - Não estamos namorando. - disse j**k. - Que pena. Mas isso deve mudar logo, eu espero. Jack revirou os olhos, e Hillary apenas sorriu. A sala já estava cheia, então a Madame Olinda chegou nos dois e disse: - Acho que já está bom, todos estão aqui, obrigada por terem recepcionado os convidados, vocês dois. Isso significou muito pra mim. - Foi um prazer, Madame Olinda. - disse Hillary. - Tudo por você, mãe. Ela sorriu e saiu dali, Hillary deu o braço novamente para j**k, e ele sentiu um alívio ao ver que não havia nem sinal de Evelline, só de pensar que estaria livre de esbarrar com sua irmã, já que todos já estavam ali, o fazia se sentir mais leve do que uma pena. Então ele e Hillary foram conversar com alguns parentes, j**k se sentou em uma roda onde seus tios e seus primos estavam reunidos, e assim que ele chega, todos voltam a atenção pra ele e Randall comenta: - Aquela foi uma bela luta, j**k. O que você fez foi incrível, deixou o cara usar armas no seu próprio torneio? - Sabe como é tio, eu sempre gosto de um desafio. Lloyd ri e pergunta: - Mas o que era aquelas coisas pelo corpo dele? O cara simplesmente estragou o próprio corpo pra pôr umas hidráulicas bizarras e derrotar você? Provavelmente ele nunca mais vai ser o mesmo, e ele nem sequer conseguiu o que queria. - Infelizmente, às vezes é assim que esse mundo de vale tudo funciona. As pessoas perdem a sanidade quando querem muito vencer ou conquistar um posto inalcançável como o meu. Uma vez eu enfrentei um cara que tomou tanto anabolizante que quando chegou na hora da luta, as veias dele começaram a inchar, e isso o deixou tão incapacitado que a luta foi cancelada. - Como tem gente doida por aí. - comentou Mackenzie. - Nem me fale. - E pensar que nenhum desses, mesmo usando essas tranqueiras, foram páreos pra você. É por isso que eu sou seu fã, j**k. - disse Randall, orgulhoso. - Obrigado, tio, eu sei que sou demais. - ele riu. - Pra mim você é uma das maiores farsas do século. - disse o tio Harrinson. Todos olharam pra ele, e j**k respondeu: - O que disse? - Você é uma farsa, j**k. Se não fosse por Willard, você jamais seria quem é hoje. - Willard? Tá falando do cara que abandonou a minha mãe com uma mão na frente e a outra atrás? - Willard é o seu pai j**k, você gostando ou não. - Pois é, eu não gosto. Ele não é meu pai, só é um cara que minha mãe cometeu erro de se relacionar. - Se não fosse por esse "erro", você não estaria aqui agora pra falar essas porcarias. - Talvez eu também não estaria aqui pra ouvir você falar essas porcarias, tio. O clima estava começando a ficar mais pesado, e Harrinson responde: - Se a sua mãe não tivessem cometido esse "erro" duas vezes, nem você e nem a queridinha da sua irmã estariam aqui. A propósito, onde ela está? - Com sorte, não foi convidada. Harrison ri e responde: - É isso o que você faz de melhor, não é, grande Muralha de Titânio? Despreza a sua família para entreter um bando de estranhos, é por isso que você é uma farsa. - É irônico você me criticar por causa da única coisa que o seu filho seu me ensinou a fazer. - respondeu ele ao avô. Todos estavam ficando meio tensos com o rumo da conversa, e Harrinson sorriu, apontou o dedo indicador para j**k e falou: - Esse seu lado esperto, é exatamente isso que eu ensinei para Willard, e ele pelo visto te ensinou muito bem também. Ele se aproxima de j**k e diz: - Você e ele são iguaizinhos. Jack se aproxima dele e também responde à altura: - Eu te respeito muito, vovô Harrinson, acredite porque é sincero. Te respeito por ser meu avô biológico e por ser mais velho, mas isso não quer dizer que eu goste de você, porque na verdade, eu não gosto. Eu nem sei o porquê minha mãe te convidou, aparentemente, Olinda tem um coração de ouro em ainda pensar em você e a sua esposa como família, mesmo depois do que o seu filho fez com a gente. Então, pelo espírito do natal, se você despreza tanto a minha presença a ponto de não querer me ver, eu não julgo, mas você não vai estragar esse dia que é especial para a minha mãe, dito isso, você tem duas opções, ou você vai embora daqui agora, ou você senta nesse sofá e aproveite a família que você não merece. Harrison torce a cara pra ele. Hillary também estava lidando com o mesmo problema enquanto tentava comer alguma coisa e Vera estava de longe encarando ela de maneira desconfortável. Ela tinha um olhar esquisito, e fingindo que não estava percebendo, Hillary se virou de costas mas deu de cara com a tia Susan, que chegou um pouco de surpresa, mas Hillary não se assustou. - Oi de novo, Hillary. - Oi. Susan parecia extremamente animada, e Hillary estava achando estranho, e diz: - Quer me dizer alguma coisa, tia Susan? - Você já até me chama de tia, eu sabia! - Sabia do que? - Você realmente faz parte da família agora, não é? - Eu sou só uma amiga da família. - Sei, só uma amiga. Pode dizer, você e j**k estão tendo um caso? - Não. - Só não estão ainda? - Definitivamente não. Susan ri e diz: - Ah homens, sabem como eles são. - Como eles são? - Hillary, Hillary, não precisa se fazer de inocente comigo. - Eu acho que não estou entendendo o que você está falando, Susan. Susan a olha dos pés à cabeça e diz: - Você é tão bonita que parece uma modelo, tem esse físico, essa postura, sempre com a cabeça erguida e coluna reta. O j**k tem um histórico grande de sair com mulheres desse tipo, ele é bixo solto. - Eu ainda não entendi qual é o seu problema com isso. - Ele não é homem pra você, querida. O j**k é só mais um predador. Hillary ergueu uma sobrancelha. - Um homem como ele tem segredos muito... convenientes. - Que segredos? - Eu não diria segredos, mas algo como... características. Hillary pareceu mais interessada no assunto. - O que quer dizer com isso? O que você sabe sobre o j**k, Susan? - Você não acha suspeito como ele é considerado o homem mais forte do mundo e nunca nem treina pra manter aquele físico, aquela força toda? - Eu já notei isso. - Ele se destaca de todas as pessoas do mundo, até mesmo os lutadores russos. Minha teoria é de que ele toma esteróide. Hillary ficou pensativa, olhando j**k de longe. - Pode falar pra mim, Hillary. Ela olha para Susan, que pergunta diretamente: - Isso afeta o desempenho dele? Hillary ri quase gargalhando. - Me surpreende que, dentre todos esses mistérios que você diz que envolvem o j**k, essa seja a sua maior curiosidade. - É uma dúvida científica. - A ciência é bem mais do que essa sua cabeça vazia consegue compreender, Susan. Acredite em mim, sério. Susan emburrou a cara enquanto Hillary ria dela, mas Vera Piwbrins se aproximou com aquela cara emburrada e disse: - Você é carne nova, quem é você? - Só uma amiga da família. - Os Piwbrins não costumam ter muitos amigos. - É, as vezes dá pra ver o porquê. Vera se aproximou mais dela e disse: - O que você veio fazer aqui? - Vim aproveitar o natal com os meus amigos, já que sou uma amiga da família. - Você não deveria estar aqui. - A Madame Olinda não pensa igual a senhora. - Qual o problema, Vera? Hillary só está aqui como amiga, o natal é uma época de união, não é? Cadê o seu espírito natalino? - disse Olinda, se aproximando delas. Vera emburra a cara olhando para Olinda, e Hillary faz uma cara de cínica, até que totalmente ranzinza Vera responde: - Eu não me surpreendo nem um pouco com você, Olinda. Pôde chamar uma estranha para comemorar o natal em família mas o seu marido você não teve a capacidade de desejar nem um feliz natal. - Ex marido. - corrigiu Olinda. - E pai dos seus filhos. - Meus filhos não reconhecem Willard como pai, ninguém nessa família além de você e do Harrinson reconhecem Willard como parte da família. - Porque somos os pais dele. - É, os pais sabem o que é melhor para os seus filhos, eu sei o que é melhor para os meus, e o melhor agora é vivermos em harmonia, e isso seria impossível com o Willard aqui, você sabe disso. Hillary ficou olhando de uma para a outra, e vendo a indignação surgir no rosto de Vera, Hillary fica apreensiva vendo Vera se aproximar de Olinda, mas ela apenas diz: - Um dia você vai pagar caro por ignorar o Willard dessa forma, ele nunca vai aceitar isso se braços cruzados, ele vai voltar a encontrar com você quando você menos esperar. - Eu vou adorar pedir uma ordem de restrição contra ele quando isso acontecer, isso se acontecer. Até lá, se você reprova tanto a minha decisão em não convidar aquele cara, você está convidada a se retirar, Vera. - Não precisa nem dizer. - disse Harrisson, se aproximando dali. Todos vêem ele chegando, e com bastante marra, Harrisson diz: - Nem queríamos ter sido convidados mesmo, isso aqui é um desperdício de tempo. Olinda responde: - É ótimo que nos concordemos em alguma coisa no fim das contas, feliz natal pra vocês. Harrison e Vera fecham ainda mais a cara e em seguida eles vão andando para o elevador e saem do apartamento descendo até o térreo. j**k chega em seguida ali, vendo aquela situação e diz: - Não esquenta mãe, vai ser melhor sem eles incomodando todo mundo por aqui. Todos tinham ficado meio apreensivos com toda aquela cena, mas Olinda deu umas palmas e falou: - Já passou, pessoal! Podem continuar, está tudo tranquilo! Depois disso, levou um tempo, mas as coisas começaram ao voltar ao normal e aquele clima r**m se dissipou. O espírito natalino passou a ficar contagiante, j**k e Hillary estavam se divertindo e rindo bastante entre os parentes. Olinda e Hillary pareciam se dar muito bem, conversando alegremente sentadas nos puffs, enquanto j**k entrou em uma disputa com seus tios e primos por quem fazia mais pontos no jogo de sinuca. Mackenzie estava claramente se destacando de todo mundo acertando todas as bolas e tirando sempre a pontuação mais alta em todas as rodadas. - O Mackenzie tá roubando! - disse j**k. - Não tenho culpa se eu tenho um dom natural com sinuca. - Dom natural? Você não errou nenhuma até agora! - disse Randall. - Posso jogar também? - disse Hillary, se aproximando dali. Eles se entreolham e então Lloyd alcança um taco pra ela, e Hillary se posiciona na mesa, se preparando para acertar a boca branca, e j**k comenta: - O que é uma repórter pode saber sobre sinuca? - Que é uma questão de matemática básica. - Como assim? Hillary olha para j**k, e sem nem olhar onde estava mirando, ela acerta a bola branca com o taco, e imediatamente a maioria das bolas vão parar direto cada uma em um buraco pela mesa, deixando até Mackenzie impressionado. - A moça sabe do que fala. - comentou Randall. Hillary dá um sorriso convencido e estende o taco para j**k. - Sua vez, grandão. Jack pega o taco, e convencido, ele se posiciona na mesa logo após Lloyd ajeitar todas as bolas no centro da mesa novamente, e se concentrando, ele mira com o taco, e quando estava pronto, ele atinge a bola branca com o taco usando bastante força, e a bola foi como um tiro que atropelou todas as bolas da mesa, dando um susto em todo mundo, e acertando a maioria das bolas nos buracos. A bola branca acabou rolando para perto do pé de Hillary, e ela pega a bola e a observa, ela ficou destruída do lado onde o taco atingiu, e isso a deixou intrigada. - Que força hein primo! - comentou Lloyd. - Acho que pesei um pouco a mão, mas acertei a maioria. Consegue fazer igual, Hillary? Ela olha pra ele com os olhos semi cerrados e ri. No geral eles riam e se divertiam bastante, não era tão desagradável quanto j**k esperava que fosse, todos, com exceção de seus avós paternos, o tratavam muito bem, eles estavam se divertindo. Mais tarde, quando a noite chegou, o jantar já estava prestes a ser servido, Hillary saiu por um instante, e deixou um papel toalha no bolso do terno de j**k. Ele pegou o papel e abriu, e tinha uma coisa escrita: "Vamos até o meu escritório na varanda, que tal vermos a minha disponibilidade? ?" Tinha uma marca dos lábios de Hillary com o batom. Jack não resistiu ao convite, e pediu licença aos parentes por um instante. E foi até a varanda, muito ansioso, ele abre a porta de vidro embaçado que tinha ali, já entendendo a estratégia de Hillary, e quando ele abre e entra, toma um susto. - Irmão...?
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