Presente
Victor Bittencourt, estava olhando a chuva cair em sua janela, o mesmo estava muito estressado devido a grande mercadoria que havia sido aprendida pela polícia federal de Portugal, o mesmo estava bebendo um uísque bourbon.
— MALDITOS VERMES!— Gritou o senhor Bittencourt, jogando o copo de uísque no chão, o quebrando em milhões de pedaços. — MALDITOS, MALDITOS. — Ele começou a socar a parede.
A porta de seu escritório abre, e o seu filho caçula Marco entra em seu escritório segurando seu brinquedo favorito, um aviãozinho azul que ganhou de natal.
—Papai Brinca comigo?—Marco me pergunta, levantando o seu avião.
— Depois meu filho, agora tenho assuntos importantes para tratar.—
Marco sai da sala cabisbaixo, faz dias que não dou mais atenção a ele ou a meu outro filho, se eu realmente não tivesse coisas a resolver ficaria com eles.
Escuto batidas na porta.
— Senhor Bittencourt, o senhor tem uma reunião em 5 minutos. — Disse Olívia, minha secretária pessoal, ela era muito jovem, tinha apenas 22 anos, era muito bonita tinha cabelos negros e olhos verdes, era muito sexy e sempre ficava me dando mole; eu tentei resistir algumas vezes, mas ela muito tentador.
— Está bem, eu já estou indo.
—Meu Deus, o que aconteceu aqui?— Disse Olívia, olhando para o chão cheio de pedaços de vidro. — O senhor está bem? Está ferido? — Ela pegou minha mão e começou a analisar se havia algum corte, era muito atenciosa.
— Estou bem, preciso ir agora!— Digo já saindo do escritório. — Mande alguém limpar isso.
— Sim senhor.
Vou até a garagem, e pego minha Ferrari, nossa como eu amo esse carro.Vou para a cede da máfia, lugar onde os grandes mafiosos do mundo se reúnem, e um lugar escondido, um lugar subterrâneo quê fica no mesmo condomínio onde moro, porém e afastado de todas as casas e é vigiado 24 horas por dia, para que a polícia não chegue até nós.
Chegando no local, aperto o botão de entrada do lugar, e um botão que parece uma chave de carro e cada m****o da máfia, tem um. Após aberta o botão, se abre a entrada subterrânea do local, como se fosse uma garagem; ninguém se quer suspeita desse local e de como é sua entrada. Entro com meu carro, e me deparo com cerca de 15 seguranças, cada um guardando o carro de um mafioso de cada país.
—Boa noite, senhor Bittencourt. — Um dos seguranças vai até o meu carro, para ficar de guarda.
— Boa noite, Thompson.
Eu não sei pra que tantos seguranças cuidando de nossos carros, como se a polícia se importar se em aprender um deles, francamente.
Me dirijo até a porta de entrada, na qual há um corredor enorme, que leva até a sala onde nós reunimos. Assim que abro a porta, todos estão presentes, cada um representando o seu país.
Cada um deles há um tipo específico de tráfico. Os mais potentes pertencem a eu, Tom, Luma e o desgraçado do Valentin.
—Olha veio direto para a morte ? — Falo cinicamente, olhando profundamente naqueles olhos negros sem alma. Valentin, não abriu se quer a boca para me responder, o desgraçado está me devendo cerca de 80 milhões de euros, 100 milhões de dólares e 50 milhões de libras.
— Senhores por favor, não estamos aqui para isso, por favor Bittencourt, sente-se.— Disse Tom, o chefão de todos nós.— Senhores como já devem ter dado conta, a polícia federal, aprendeu hoje cerca de 500 mil em armamento de guerra em Portugal, Bittencourt você e o encarregado disso, deveria ter mais cuidado.
—Eu sei, só que faz 20 anos que minha mercadoria chega dessa maneira nos países e nunca foi aprendida antes.
—Sim, mas sempre há uma primeira vez pra tudo, você deve ser mais esperto, será que a idade está fazendo isso com você? — Disse Tom com ar de deboche.
— Não irá se repetir, eu mesmo irei me encarrega disso nunca mais ocorrer.
— Ótimo, e a mercadoria, já sabe como vai recuperá-la? Propina, morte? Como vai recuperá-la? Afinal são 500 mil em armas de guerra. — Perguntou Tom, ele não se importava com quem morria, ou com nós, ele só queria saber do dinheiro que iria ganhar em cima disso, que seriam cerca de 300 milhões de euros.
— Eu darei um jeito, não se preocupe.
— Assim espero, quanto ao resto de vocês, preciso saber sobre a mercadoria de cada um, Valentin?— Tom agora se dirigiu a Valentin, que estava ao seu lado direito.
— Hoje chegou uma uma demanda nova em Madrid, arrecadei cerca de 20 milhões de euros. — Falou Valentin, com um sorriso, ele tinha a aparência de um homem nobre, loiro dos olhos claros, parecia mais novo do que era.
Valentin, era dono da máfia da Espanha, ele traficava bombas e fogos, não era algo que lucrava muito mais mesma assim, era algo bem procurado, principalmente por estadunidenses, no dia da independência de seu país.
— Maravilha! Luma? — Agora a direção se voltou para Luma, uma mulher de cabelos lisos negros.
— Hoje saiu uma grande carga de aves, para o Brasil, acreditam que eu consegui uma espécie rara de pássaros, o comprando pagou caro neles cerca de 60 milhões apenas no macho.
— Prefeito. — Disse Tom.
Ele continuou perguntando sobre a mercadoria dos outros mafiosos, até que as horas passasse rápido, nem notei direito, o que os demais falavam pois estava de olho em Valentin, iria exigir cada centavo hoje mesmo.
—Bom, eu acho que isso e tudo, certo senhores? — Disse Tom, após todos terminarem de falar.
Quando estava a ponto de abrir a boca para cobrar a dívida que Valentin me deve, o mesmo se pronuncia antes.
—Eu tenho um trato para te fazer. — Diz ele, apontando para eu, fiquei até surpreso, mas tenho certeza que ele iria querer que eu perdoasse a sua dívida me dando parte de seu tráfico, coisa que eu não queria de jeito nenhum.
—Não estou disposto a te ouvir.— Eu só queria o dinheiro que ele me deve. — Você tem apenas duas alternativas, a primeira é me pagar, e a segunda é eu te matar. — Confesso que estou um tanto quanto louco pra finalizar a segunda.
— Eu vou pagar só preciso de mais tempo... — Diz Valentin, correndo um pouco de suor em seu rosto.
— Mais tempo do que eu já te dei ? Não mesmo, quero o que você me deve.
—Eu deixaria uma garantia, até lá. — Ele fala cabisbaixo, fico um tanto quanto curioso.
—Que garantia ?— Aposto que seria algum bem, como um casa velha ou empresas que ele comprou e estão falindo.
— Minha única herdeira Isabelle. — Valentin, contínua cabisbaixo, por essa resposta eu não esperava, ele amava aquela menina e a protegia com unhas e dentes.
Pensei um pouco em como responder está proposta, não sabia o que fazer com a menina.
— Está bem! Ela será a sua garantia, mas caso se eu não obtiver cada centavo, ela se casará com meu filho caçula.
—NÃO ela é apenas uma criança está ficando louco?!— Valentin estava se exaltando, talvez estivesse se perguntando se era uma boa ideia isso.
—Você realmente é retardo, o que acha que eu vou fazer? vou casar duas crianças?!— As vezes me estressava com certas pessoas, era cada questionamento i****a que me faziam. — Ela se casará quando completar a maioridade, isso só ocorrerá, é claro se caso você não consiga pagar a dívida, temos um acordo ? — Estentendo minha mão para que o mesmo aperte e assim fechamos o acordo.— Temos um acordo!
— Temos um acordo.— Ele fala firme e aperta minha mão, agora temos um trato.
Durante a volta para casa, fiquei pensando no passado, antes de tudo isso, numa época em que eu era feliz, na qual eu não precisava me preocupar com nada disso.
Passado...
Era o dia dos namorados na escola mais renomada e melhor do país, era um dia de amor, no qual todos ou a maioria dos jovens estavam se divertindo com seus amores.
O ano era 2018, ano de copa do mundo, que iria ocorre na Rússia, o jovem de 16 anos, magro de cabelos negros e olhos azuis, chamado Louis, estava embaixo de uma grande árvore que ficava no pátio de sua escola, ele estava analisando e estudando estratégias para que seu país fosse o campeão da copa esse ano. Louis tinha o sonho de ser técnico de futebol, mas seu pai sempre o reprimiu, alegando que ele não poderia seguir esse caminho, e o mesmo não entendia o porque.
— Oie Louis. — Uma voz doce de anjo, falou com ele, o jovem que estava com a cabeça baixo estudando, logo a levantou e viu Any, uma garota de lindos cabelos loiros e olhos verdes claros. — Posso me sentar com você?
Louis era um tanto quanto tímido, balançou a cabeça em resposta de sim e a bela jovem se sentou em seu lado.
— O que está fazendo? — Perguntou Any.
— E...estou estudando técnicas que a Rússia pode usar na copa esse ano. — Falou Louis, ele tinha um pouco de vergonha de falar com a jovem porque tinha um crush secreto na mesma.
— Você quer ser técnico não e mesmo, acho que você será um dos melhores tenho certeza. — Disse ela analisando os "rabiscos" de Louis.
— S...sim, eu quero ser...— Ficou corado. — E você quer ser atriz, certo.
— Isso, mas minha mãe diz que eu deveria focar mais em ser modelo do que atriz, ela diz que sou perfeita para estar em capas de revistas e em desfiles de moda. — Disse ela revirando os olhos.— Eu nem sei mais o que fazer, porque quero orgulhar minha mãe.
— Bom, eu acho que você pode fazer os dois, tipo em um ano você trabalha como modelo, no outro como atriz, tenho certeza que você será incrível.— Disse Louis, animando sua amiga, Any apenas sorriu e o abraçou.
— Obrigada, amigo.— Louis sentiu o doce cheiro dos cabelos de Any, lembrava o início da primavera, eram muito cheirosos. O rapaz queria se declara para ela, mais como ela mesmo disse "amigo".
— Any, feliz dia dos namorados. — Disse Evan, chegando com um grande buquê de rosas brancas, rosas preferidas de Any. A mesma que estava abraçando Louis, logo o soltou.
— Obrigada Evan, você e um doce. — Disse a mesma dando um beijo em sua bochecha. — Eu as amei.
— Então, você tá afim de sair esse final de semana? — Perguntou Evan a Any, ambos literalmente ignoraram Louis.— A gente pode sei lá, ir no cinema.
— Tá, tá bom eu aceito sair com você.— Disse ela dando um sorriso, ambos pareciam o casal perfeito, loiros, olhos claros, corpos perfeitos, pareciam que tinham pulado de um comercial de revista.
— Te pego por volta das 19, até lá minha linda. — O mesmo se retirou deixando Any e Louis sozinhos de novo.
— V... você, gosta dele? — Perguntou Louis cabisbaixo.
— Não sei, ele parece ser um amor, mais eu preciso conhecer ele antes de ter algo sério, mas ele e muito lindo, você viu aquele sorriso?
Louis apenas concordou com a cabeça e deu um sorriso sem graça, seu coração estava partido.
Depois que Any falou isso, a mesma foi embora deixando, o rapaz de cabelos negros sozinho de novo. Ele começou a pensar se realmente o amor foi feito para todas as pessoas, e porque doía tanto.
— Ela jamais vai ser minha, ele e mais lindo e perfeito parece um diamante, ela nunca olharia para um cara igual a eu.— Falou Louis, em voz baixa. — E melhor esquecer esse amor, e não deixá-lo crescer.
Presente...
O senhor Bittencourt, assim que chega em sua residência, vai até seu escritório, ficar um pouco lá antes de ir dormir.
Enquanto anda pela grande sala, ele acaba se lembrando de algo que tem do seu passado bem guardado. Ele se dirigi até a gaveta de sua mesa, e bem lá no fundo, abaixo de tantos papéis e documentos, há uma foto da garota por quem foi apaixonado a vida toda Any.