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1054 Palavras

Morte narrando Tava na laje, fim de tarde batendo laranja no céu, e eu ali largado na cadeira de fio, só com a bermuda no corpo, puxando um beck devagar. A fumaça subia lenta, junto com os pensamentos que não me davam trégua. Morte: Que fita, hein, logo eu preso na mente por causa de uma mina. - falei sozinho. Soltei a fumaça devagar, olhando ela se perder no ar. A favela lá embaixo seguia no corre, moto passando, som estourando em algum barraco, gritaria de criança. Mas aqui em cima, só eu e o silêncio. Essa loirinha mexeu no que eu nem lembrava mais que tinha. No começo era só curiosidade, tá ligado? Veio de fora, educadinha, calada, com uns olhos que nem parece que vive no mesmo mundo que a gente. Dei outra tragada, mais longa dessa vez. O gosto amargo na boca, o peso leve na cab

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