Decisões, Risos e Promessas O carro seguia pelas ruas ainda movimentadas da cidade, mas dentro dele havia uma bolha de sentimentos difíceis de explicar. Alicia estava no banco de trás, as mãos apoiadas no ventre, o olhar distante, como se ainda estivesse tentando compreender tudo o que tinha acabado de acontecer. Dois bebês. Dois corações. Dois destinos crescendo dentro dela. Alex dirigia com atenção exagerada, como se cada buraco no asfalto fosse uma ameaça direta aos filhos que ainda nem tinham nascido. Alan, no banco do passageiro, olhava ocasionalmente para Alicia pelo retrovisor, avaliando cada respiração, cada movimento, com o mesmo cuidado que teria com qualquer paciente — talvez até mais. Foi Alicia quem quebrou o silêncio. — Eu vou continuar trabalhando. A frase caiu no ca

