Capítulo 26

1441 Palavras
Foi com dificuldade que Alfonso deixou a cama de Anahí, a noite tinha sido maravilhosa para os dois, depois que voltaram para o quarto as coisas tornaram a esquentar o que fez com que os dois fossem dormir quase amanhecendo o dia, mas além de ter que ir embora não queria acordá-la, só que a visão dela dormindo completamente nua era um tanto que tentador. Ele a cobriu com um lençol e se limitou a beijar o rosto dela antes de ir e Anahí nem se mexeu, sorriu ao ver o quanto ela dormia profundamente. Assim que chegou à casa seu sorriso sumiu ao ver Diana no sofá com a cara fechada, Maite e Mane já estavam sentados a mesa tomando o desjejum. Diana: Não é que ele deu as caras. Disse irônica. Alfonso: Diana, eu não quero discutir. Disse querendo evitar brigas e foi subindo para seu quarto, não queria que o cunhado e a irmã tivessem uma indigestão com o escândalo de Diana. Diana: Como não quer discutir? Você sai assim que chegamos de viagem, dorme fora, só volta pela manhã e quer que eu aja como se nada tivesse acontecido? Alfonso: Quero, é justamente isso, quero que esqueça que existo, que me deixe em paz. Ela soltou um riso debochado. Diana: Não dá, querido. Você é meu noivo, ou se esqueceu disso? Alfonso: Diana, não banque a noiva ciumenta e amorosa, sabe muito bem que o nosso noivado é um erro, que se eu pudesse já teria acabado com essa palhaçada. Diana: Alfonso, você não vai me fazer de i****a, não interessa a que circunstância o nosso noivado é, você é meu noivo, me deve respeito. Alfonso: Para, por favor para com essa ceninha ridícula, nunca tivemos nada sério e muito menos exclusividade, não ofenda minha inteligência achando que você nesse tempo todo em que viaja a negócio nunca dormiu com outro. Diana: Mas é insignificante, e você sabe disso, sempre soube que você é o mais importante para mim. Alfonso: Se eu sou tão importante para você, se me ama como diz, me liberta, p***a. ME LIBERTA DESSA MERDA! Diana: NÃO POSSO, EU TE AMO, ALFONSO. Alfonso: Você é uma doente. Uma louca. Maldita a hora que te conheci e pior maldita a hora que saí com você. Diana: Eu sei que as coisas estão diferentes entre nós, Alfonso. E sei que tem mulher no meio, só que quando eu descobri quem é, eu vou simplesmente acabar com ela. Para o bem dela é melhor que você se afaste. Ameaçou e ele a encarou cheio de ódio. Alfonso: Você sempre soube que já saí com outras mulheres, o por que disso agora? Diana: Porque eu sei que ela está mexendo com você, as outras eram insignificantes, você transava com elas, mas isso nunca te impediu de voltar para mim, no fim a gente sempre ficava bem, porque elas não significavam nada, eram só sexo, mas dessa vez está diferente, você conheceu alguém e ela esta te mudando, eu te conheço, Alfonso. E estou te avisando, quando eu destruí-la não diga que não te avisei. Alertou e saiu do quarto, Alfonso pegou a primeira coisa que viu pela frente e jogou contra parede. Alfonso: MERDA! Gritou no auge da fúria e parecia que a casa inteira tinha se estremecido com o grito dele. Maite subiu até o quarto do irmão. Maite: Poncho.... Disse cautelosa. Alfonso: Mai, agora não. Eu não quero descontar em você a raiva que estou sentindo, por favor me deixa sozinho. Pediu tentando se acalmar. Maite: Irmão...só quero te ajudar. Alfonso: Mai, por favor... Maite assentiu derrotada e o deixou sozinho. Mane a esperava na sala. Mane: Eu disse que não ia adiantar falar com ele agora, espera as coisas se acalmarem. Maite: Eu sempre me perguntei o que fazia o Poncho estar com a Diana, porque não via sentindo algum no relacionamento deles, mas as coisas que eles falaram, o que ele disse. Não quero nem imaginar que alguma coisa possa estar acontecendo e ele me escondeu isso. Mane: Depois vocês conversam sobre isso, mas acho bom começarmos a pensar em tirar a Anahí da mira da Diana, aquilo foi uma ameaça, Mai. E das sérias. Maite suspirou. Maite: Mas essa agora. Alheia ao que estava acontecendo com Alfonso Anahí acordou feliz, com um sorriso contagiante no rosto, mesmo que ele não estivesse mais ao seu lado assim que acordou sentia a presença dele em cada canto daquele quarto e também no seu quarto, mas o sorriso sumiu ao se assustar quando a porta se abriu e Gastón entrou. Ele a olhou e viu a cama bagunçada, ela enrolada em um lençol e até uma mordida no pescoço dela, ele sabia o que acontecia naquele quarto a cada vez que Alfonso ia ali, mas ver era bem diferente do que imaginar. Gastón: Pelo visto a noite foi boa em. Disse a olhando. Anahí sentiu nojo ao ver o jeito como ele a olhava, só queria que ele saísse do seu quarto para que pudesse se vestir. Anahí: O que você quer? Disse direta, o querendo bem longe dali. Gastón: Ainda não percebeu o que eu quero? Perguntou olhando o corpo dela e Anahí sentiu que iria vomitar. Anahí: Você me dá nojo, ânsia de vômito. Ele riu com deboche. Gastón: Eu poderia te dar outra coisa também, mas você não vale mais do que eu ganho do seu protetor. Quero que se vista logo, teremos um cliente bem importante e as garotas estão ocupadas se preparando, você vai limpar o salão de jogos, arrumar o bar e ainda limpar os quartos. Anahí: Mas é muita coisa, não vai dar tempo. Disse alarmada. Gastón: Não me interessa, se vira. O resto das garotas estão fazendo cabelo, unhas, essas coisas, quero impressionar esse cliente importante e como você é a protegida dessa lugar, vai limpar tudinho e não quero reclamações, passou a noite toda sendo comida pelo Herrera pode muito bem limpar tudo isso. Acabou a moleza, princesa. Disse e deixou o quarto dela. Anahí bufou com raiva daquele homem, a primeira coisa que fez ao se levantar foi trancar a porta pelo visto não teria tempo nem para tomar o café. Tomou um banho rápido, colocou uma calça moletom confortável e uma camisa de algodão, assim que passou pela sala onde elas ficavam para o café viu algumas garotas sentadas escovando o cabelo. Foi pegar o material de limpeza e no corredor foi parada por uma das garotas nova, Sasha. Sasha: Pelo visto acabou as regalias para a Protegida. Disse rindo. Anahí: Me deixa em paz, Sasha. Disse sem paciência com a outra e foi em direção as escadas. Entre varrer, limpar, guardar tudo e arrumar as mesas, quase duas horas tinham se passado e Gastón desceu. Gastón: Ainda não terminou? Anahí: Estou fazendo o melhor que eu posso, mas esse salão é enorme, é muita coisa para limpar sozinha. Gastón: O seu melhor é muito r**m. Disse indo até o bar. - Precisa limpar direito, ou sua mãe não te ensinou a limpara a casa direito? Disse com desdem. Anahí: NÃO FALA DA MINHA MÃE. Ele riu Gastón: Ficou irritadinha foi? Não posso falar da mamãe? Disse debochado. Anahí: Não abra sua boca imunda para falar da minha mãe, seu filho da mãe. Gastón: Eu deveria te dar outra surra, precisa aprender como se fala com seu chefe. Poderia te dar uma lição aqui mesmo em cima desse balcão. Anahí se afastou diante da ameaça -Mas não precisa se preocupar, não vou fazer isso. Precisa limpar isso direito esse chão esta imundo. Anahí: Não está, eu já limpei aí. Disse o olhando perto do bar, tentando entender, ela tinha acabado de limpar ali. Ele pegou uma garrafa de vodka. Gastón: Você não sabe nem limpar um chão, ainda continua imundo e sujo. Disse pegando a garrafa e jogou no chão, Anahí se assustou a princípio e depois ficou com raiva. Ele jogou outra garrafa no chão e depois outra e outra. Depois foi até ela e a puxou pelos cabelos indo até onde estava tudo sujo de cacos vidros e bebidas misturadas no chão e a empurrou até que se ajoelhasse. - Olha que sujeira, limpe isso, v***a. Quando eu volar quero tudo limpo. Disse se retirando e a deixando ali, com raiva e se sentindo humilhada. Ela ainda precisou retirar os cacos se vidro que cortaram seus joelhos quando ele a empurrou. Anahí: Eu o odeio, ainda vou sair desse lugar. Nem que eu precise me matar para isso. Disse cega pela dor, seja a dor da humilhação, da raiva ou a física.
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