Anahí se sentia entediada, não tinha ninguém para conversar, não podia sair do quarto, e não havia nada que a pudesse entreter, uma TV, um livro, absolutamente nada. Claro que Alfonso deixou explícito que ela não iria frequentar o salão de baixo, mas ficar praticamente todo o dia dentro daquele quarto, sem ter nada para a distrair, a estava levando a loucura, de tão tedioso. E ela sem sequer podia imaginar que Mane estava lá embaixo a procura dela.
Mane buscava com o olhar alguma garota que pudesse ser Anahí, ele e Maite sabiam poucas coisas, apenas que ela era muito jovem, bonita e brasileira. Alfonso não deu muitos detalhes sobre Anahí a sua irmã. E logo Maite e Mane teriam dificuldades para saber quem seria a jovem, ainda mais em um local que haviam muitas mulheres, muito bonitas e sensuais, jovens e todos os lugares, belezas diferentes e atrativas. Apesar de olhar as moças e a acharem bonitas e atraentes, a forma como elas se vestiam, o jeito que alguns homens passavam a mão do corpo delas ali mesmo, era nojento e causava repúdio nele. Aquele cheiro de bebida misturado com cigarro, tudo naquele ambiente o deixava enjoado, era difícil de acreditar que aquilo acontecia bem debaixo do nariz de muitas pessoas, que muitas vezes nem imaginam o que aquelas garotas passam. Ele mesmo vivia cercado de luxo, coisas boas, tinha uma bela noiva, por quem era apaixonado e uma ótima condição financeira, era feliz. E nunca poderia imaginar que algumas mulheres passavam por aquilo tão perto dele.
Estevan se aproximou o encarando.
Estevan: É novo por aqui? Disse sondando.
Mane: Sim, é a primeira vez que venho. Disse seguro.
Estevan: Então ouviu falar da forbidden Paradise? Perguntou o testando, todos que frequentavam o local já eram clientes de muitos anos e muitos ricos, e a cada novo cliente era por indicação de alguém. Claro que o Mane não era burro e percebeu logo.
Mane: Sim. Na verdade, o Uckermann me indicou o lugar. Estevan assentiu satisfeito. Mane pediu uma bebida ele ainda teria uma longa noite pela frente para tentar encontrar Anahí.
Ucker não se aguentava mais ao ver Dulce no colo de um outro homem, ele sabia do Rodrigo, mas agora a ver com várias homens como se nada estivesse acontecendo o estava deixando louco, possesso. Nem de longe ela era aquela garota que chegou ali, aquela menina com um brilho nos rosto, atitude. Ele viu o momento que ela deixou o colo do jovem rapaz e saiu sorrindo indo até o bar, não perdeu tempo e foi atrás.
Ucker: Dulce...
Dulce: Prefiro que me chame de Maria. Disse fria.
Ucker: Eu...bom... Como você está? Perguntou tentando puxar um assunto, ele nem sabia o que dizer na verdade. Ela riu sem humor.
Dulce: Bom, acho que dentro das condições atuais posso dizer que bem. Disse pegando os drinks.
Ucker: Vai subir com aquele cara? Perguntou não se controlando.
Dulce: O que você acha? Sou paga para isso. Respondeu dura.
Ucker: Eu quero você, eu te quero. Disse a olhando nos olhos, por um segundo ela estremeceu, mas logo se lembrou dele subindo com Belinda.
Dulce: Da próxima vez terá que ser mais rápido, já tenho um cliente hoje, muitos me querem, mas não se preocupe você ainda tem a Belinda para te satisfazer, afinal ela fez isso por meses não é? Disse seca e o deixou para trás. Ucker a olhou atordoado a vendo sorrir e sentar no colo do rapaz novamente.
- Acho que não se deu bem dessa vez. Comentou e viu Ucker se virar e o encarar.
Ucker: Mane? O que faz aqui? Estranhou.
Mane: Eu tive curiosidade. Afinal de contas você e o Alfonso não saem daqui.
Ucker: Se a Maite descobrir já era casamento. Brincou e Mane sorriu disfarçando.
Mane: Você não vai contar não é mesmo? Disfarçou.
Ucker: Por mim ela não saberá de nada, mas o Alfonso te mata se você brincar com a irmã dele.
Mane: Não se preocupe, eu só vim conhecer o lugar, não tenho interesse em nenhuma mulher daqui.
Ucker: É bom mesmo. Riu e Mane viu uma garota loira se aproximar. - Beli?
Belinda: Oi Ucker, eu te vi aqui e bom, eu queria... Ela nem terminou porque Ucker a puxou e beijou. Dulce viu e respirou fundo sentindo a garantia queimar. Ucker estava com raiva, frustrado, saber que Dulce subiria com outro homem o estava deixando louco, e Belinda o fazia bem de certa forma, por isso não pensou duas vezes antes de beija-la.
Dulce: Vamos subir? Perguntou sorrindo acariciando a nuca dele. - Eu não vejo a hora de ficar sozinha com você Heitor. Ele sorriu bebendo a última dose de sua bebida que estava no copo e sorriu.
Heitor: Com licença. Sorriu dando as mãos a Dulce e os demais homens que ainda jogavam assentiram.
Ucker também não perdeu tempo ao ver Dulce subindo com outro fez o mesmo com Belinda, esta estava nas nuvens. Estaria com Ucker, o cara que ele amava.
Mane ainda sondava o local quando uma jovem se aproximou.
- Posso te fazer companhia? Perguntou sorri do e ele a olhou, era bontia, jovem. Morena, tinha os olhos verdes e um corpo muito bem moldado.
Mane: Fica a vontade. Disse educado.
- Sou Jade.
Mane: Mane.
Jade: É a primeira que vem? Nunca te vi por aqui.
Mane: É sim. E você? Trabalha aqui há muito tempo? Perguntou educado e ela abaixou a cabeça. - Oh me desculpe eu não quis..
Jade: Tudo bem. Não precisa se desculpar. Tenho pouco tempo aqui. Ainda estou tentando me adaptar. Disse simples não querendo revelar a verdade, elas tinham ordem de Gastón para não abrirem a boca. Para todos os efeitos elas estava ali de espontânea vontade, mas no fundo a maioria dos homens sabiam o que de fato acontecia e todos se calavam diante do que Gastón podia oferecer, sexo, bebidas, drogas e jogos.
Jade era nova, tinha sido traficada há pouco tempo, e foi um choque ao descobrir que não iria para trabalhar com turismo e sim tinha sido traficada, a primeira noite tinha sido horrivel abusada sexualmente por Gastón e ainda ter que aturar um homem de quase cinquenta anos que cheirava a cigarro. Sempre muito quieta e isolada não tinha muito contato com as outras, mas ao ver Mane, viu nele uma oportunidade de enganar Estevan e Derreck, eles pensariam que ela subiria com Mane e a deixariam em paz. E no fundo a conversa com ele até rendeu, Mane se aproveitar para tentar descobrir alguma coisa. O que teve resultado.
Mane: Eu soube que geralmente tem um leilão aqui.
Jade: Na verdade, teve apenas uma vez. Foi quando a Maria e a Anahí chegaram.
Mane: Maria é aquela ruiva que estava aqui agora pouco? Perguntou querendo ter certeza. Tinha escutado parte da conversa de Ucker e Dulce.
Jade: Sim, é ela. Já Anahí não fica aqui no salão.
Mane: Por que? Se fosse assim seria mais difícil do que ele e Maite poderiam imaginar.
Jade: É que ela tem fama por aqui de ser a protegida.
Mane: Como assim?
Jade: Um dos clientes, não a quer circulando por aqui, a vista de outros homens. Todos nós dizemos que ela foi privilegiada, ela é meio que só dele, entende? Tentou explicar e Mane assentiu entendendo.
Mane: Então esse cara paga só para ele ser exclusiva dele?
Jade: Sim, no início deu muita pena sabe? Eles leiloaram a virgindade dela. Mas pelo menos o Alfonso não é como os outros que vem aqui. Mane escutava tudo atento. A conversa ainda rendeu mais caminhando para outro rumo, e Mane gostou da companhia de Jade, ela era engraçada, inteligente, tinha bom papo, coisa que ele não pensou em encontrar ali. No fim eles se despediram.
Jade: Foi um prazer te conhecer, Mane. Disse e deu um selinho nele que pego de surpresa não teve reação. Ela sorriu - Espero te ver novamente. Ele só assentiu e foi embora.
Em casa tinha uma Maite que não parava de andar de um lado para o outro, quando ele chegou ela correu afobado o abraçando.
Maite: E então? Como foi? Você a viu? Perguntou ansiosa.
Mane: Mai, será mais difícil do que pensamos.
Maite: Por que?
Mane: Seu irmão a fez de sua protegida, ela não desce onde fica as outras pessoas, onde acontece os jogos e as mulheres circulam. Ela fica sempre no andar de cima. Só seu irmão que frequenta o quarto dela. Não temos como conversar com ela. E eu não poderia arriscar falar com umas das garotas, iria levantar muita suspeita.
Maite: Tem razão, preciso pensar em uma outra forma de tentar falar com ela. Droga! Disse se sentando no sofá.
Mane: Calma, meu amor, vamos encontrar um jeito. Ela sorriu e o abraçou.
Maite: Obriagada por ter ido lá, por estar me ajudando.
Mane: Sabe que sou louco por você né? Ela sorriu e o beijo, um beijo lento e apaixonado que foi ganhando ritmo até Maite ir para no colo do noivo, o que ele não poderia imaginar era que ao retirar a roupa dela e sugar seus s***s ele imaginar Jade ali, em cima dele e rebolando, coisa que o assustou e o fez parar.
Maite: O que foi? Perguntou estranhando a mudança.
Mane: Nada..eu..eu.. só... Ele nem sabia o que dizer, como poderia pensar em outra mulher estando com Maite? Com a mulher que ele ama. Mas seus pensamentos se perderam quando sentiu Maite abrir sua calça tirar sem m****o da cueca e o abocanhar com vontade, levando os dois a uma transa naquele sofá.