O salão do hotel Blackwood brilhava como um palco cuidadosamente construído para que todos esquecessem que, por trás da música suave e do champanhe ilimitado, havia disputas de poder acirradas. Era o evento semestral do grupo, onde investidores, aliados estratégicos e representantes do setor se reuniam para trocar sorrisos de negócios e facas escondidas entre ternos caros. Elisa ajustou a queda do seu vestido preto enquanto acompanhava Kael entre os grupos de convidados. Ele a guiava com a mão na cintura, discreta, mas firme, como se fosse natural, como se não houvesse outra forma de caminhar ao seu lado, como se a sala inteira fosse irrelevante comparada com ela. Pouco a pouco, ela se acostumava a essa sensação calorosa. Elisa falou em voz baixa, quase em confidência, enquanto a luz d

