Kael era o segredo da família Blackwood, o erro que nunca deveria ter existido. Desde o seu nascimento, ele estava condenado à sombra. Filho de uma pro*stituta com quem Williams Blackwood, o falecido herdeiro da fortuna, passara uma noite de bebedeira, ele veio ao mundo com o peso de um sobrenome que ninguém queria lhe entregar. Ninguém, exceto o próprio patriarca, que, talvez por um acesso de culpa ou por simples pragmatismo, acabou dando-lhe o seu sobrenome. Quando a sua mãe morreu, Kael foi acolhido na mansão Blackwood. No entanto, acolhimento não significava amor. Não houve ternura nem calor familiar, apenas uma instrução fria: crescer como um Blackwood, embora jamais fosse tratado como um de verdade. Arthur aceitou-o, sim, mas jamais como um neto, e sim mais como um valor humano úti

