cap 01 plano

597 Palavras
ZL... Vh: A meta é não matar ninguém, mas se precisar... apaga sem dó! – falou mais uma vez, repassando todo o plano. A missão de hoje era invadir a casa do juiz que colocou o Vh, dono daqui, na cadeia. O cara ficou preso por dez anos e agora que tá de volta, quer vingança — e também uns papéis que podem incriminar ele de novo e fazer ele rodar. E se ele cair... Pô, neguin, dessa vez ele não sai mais, não. Vh: O ZL vai ficar de frente na missão, como vocês já sabem. Ele que manda, então façam tudo que ele mandar! ZL: Tu tem certeza que ele tá na casa, né Vh? Vh: Tá, pô. Os caras já me passaram a ideia de que ele não saiu do condomínio ainda. Fica tranquilo, p***a. É só chegar lá, pegar os papéis e trazer o velho pra mim que o resto eu resolvo depois. ZL: Já é então, tô partindo. Vh: Tá ligado que quem te protege não dorme, então vai na fé! Vai dar tudo certinho pra nóis. ZL: Tô ligado. Fé. Desci com os caras e entrei no meu carro junto com mais uns parceiros. Os carros eram todos blindados e com vidro fumê, então ninguém via a gente. O plano já estava todo traçado. A gente ia entrar pela rede de esgoto que dá bem embaixo da casa do tal juiz. E, claro, a rede só dava embaixo da casa dele porque os caras ficaram um mês cavando até o buraco dar na casa de bombas da piscina dele. Chegando lá, era só puxar a tampa e pronto: a gente já ia estar dentro da casa do juiz, sem ninguém ver a gente. O Vh tem mó ódio desse cara desde o dia em que ele acusou ele de vários crimes — uns que ele nunca nem tinha cometido. Tudo isso pra ganhar poder e o reconhecimento de prender um dos caras mais perigosos de Heliópolis. E olha que ele ainda pegou vários crimes de outros caras poderosos e jogou nas costas do Vh, só pra livrar a cara deles. Nessa, o Vh pegou quinze anos em uma cadeia de segurança máxima em Catanduvas, Paraná. Lá só tinha os piores mesmo. Acabou que o advogado conseguiu reduzir a pena e ele ficou só dez anos. Nesse tempo, quem comandou Heliópolis fui eu. E vou te falar, eu não via a hora de voltar pro meu cargo de gerente mesmo. Geral acha que ser dono é só chegar, resolver uns problemas e sumir. Que nada, pô. Nesse tempo todo eu não tive tempo pra nada. Só vivia pro tráfico e mais nada. Mó caô, na moral. Nem demorou e a gente chegou na rua onde tinha a tal rede de esgoto. Uns caras foram na frente, abriram a tampa e eu já peguei minha touca ninja e coloquei no rosto. Ajeitei minha bandoleira nas costas e, assim que alguns caras entraram, eu entrei também. Ficamos um tempo andando naquele lugar mó escuro, parada mó nojenta, na moral. E nem demorou muito pra gente chegar na casa de bombas da piscina. A portinha já tinha sido aberta antes, então eu só empurrei e fui o primeiro a entrar naquele lugar. ZL: Eu quero dois no meu lado direito e mais dois no meio esquerdo. O resto pode circular a casa, mas ó... eu quero agilidade, hein, c*****o! Atirar só se for preciso! A parada era entrar na calma, fazer tudo no sapatinho e sair na mesma calma, pra não chamar atenção de ninguém!
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