A festa transcorria com a elegância orquestrada dos grandes eventos noturnos — aqueles em que cada detalhe parecia cuidadosamente pensado para encantar. O som suave de violinos preenchia o ar como um murmúrio melódico, quase hipnótico, enquanto taças tilintavam ao fundo, como parte de uma coreografia silenciosa. Sorrisos eram trocados ensaiados, cumprimentos feitos com a exatidão de um relógio suíço. Era uma noite onde tudo era perfeito demais para ser real. Claire caminhava ao lado de Saymon com uma naturalidade que não parecia forçada, como se sempre tivesse pertencido àquele universo exclusivo. Seus olhos, castanhos e atentos, observavam tudo ao redor com uma calma aparente, embora por dentro, sentisse o coração bater num ritmo acelerado, quase descontrolado. Ela respondia com polidez

