Laura narrando A porta do carro estava trancada, mas com certa dificuldade consegui abrir. Quando isso aconteceu, o carro já havia disparado pela rua, sumindo entre os prédios e as luzes da cidade. O coração bateu forte, apertado no peito, e a sensação de impotência me consumia. Voltei para dentro da casa correndo, o medo me puxando para frente. Peguei o celular com mãos trêmulas e tentei ligar para Raul, mas a ligação caía direto na caixa postal, ele não me atendia. Um arrepio percorreu minha espinha. E o que era pior, um dos carros de Raul ainda estava na garagem, intacto, como se nada tivesse acontecido ali. Eu sabia dirigir, Raul já tinha me ensinado algumas vezes, eu tinha noção de direção, sabia que podia usá-lo para tentar alcançar Pamela, para tentar salvá-la. Mas como eu sabia p

