Capítulo 31 Jonas narrando Aquela tarde começava como tantas outras, mas um peso enorme tomava o ar na nossa casa. O assunto em todos os lugares, em todos os cantos do morro e até mesmo nos corredores políticos do Rio, era o nome dela: Hellen. A doutora Hellen, que parecia ter se tornado um símbolo — ora de esperança, ora de inquietação — para quem estava dentro e para quem estava fora daquele universo tão complexo. E, claro, junto dela, o nome que mexia com todo mundo: Fumaça. Sentado na sala, observava Marília se arrumar para o jantar daquele dia, um jantar que, eu sabia, não seria qualquer um. Era daqueles encontros em que o poder se mistura à diplomacia, onde um simples gesto ou palavra podem definir destinos. Eu ouvia as vozes lá fora, os boatos, as pressões — para que eu, Jonas, e

