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758 Palavras

Capítulo 33 Hellen narrando Desliguei a televisão com um suspiro pesado. Não queria pensar mais naquela notícia, naquele jantar cancelado, naquela guerra silenciosa que parecia estar cada vez mais perto de explodir. Desci as escadas devagar, tentando afastar os pensamentos inquietos que não me davam paz. Foi quando o vi. Fumaça estava ali, encostado na parede, com o rosto tenso e uma camisa já manchada de sangue. Seu braço esquerdo escorria uma mancha vermelha que denunciava o ferimento. Meu coração disparou. A primeira coisa que eu fiz foi me aproximar dele com cuidado. — Você está baleado? — perguntei, a voz carregada de preocupação. — Não é nada demais — respondeu ele, com aquela típica postura de quem tenta menosprezar a gravidade da situação. — Como não é nada demais? — insisti,

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