Jantar

391 Palavras
Sofie Matarazzo Havíamos marcado às 20h, num restaurante no centro da cidade.Eu tinha me arrumado pouco, colocado apenas um vestido preto casual e um sapato fechado, não queria que ele pensasse que eu estava tentando flertar, até porquê, o que eu mais queria saber naquele momento foi o que ele quis dizer sobre matar pessoas.Eu tinha pensado nisso a tarde toda e estava confusa e receosa com o que poderia escutar. Ele não demorou muito a chegar com suas botas pesadas e suas correntes barulhentas ele entrou no salão e veio em minha direção. _Boa noite, Sofie._disse se sentando na minha frente com aquele sorriso que me dava arrepios. _Boa noite, Magno, eu pedi um vinho, se quiser me acompanhar._ele assentiu pedindo uma taça ao garçom._Bom, eu não queria ser tão direta, mas já sendo, você pode me contar o que está acontecendo? _Está acontecendo?Sofie, isso sempre aconteceu ali dentro, só não é de conhecimento de ninguém.O Antônio não é o vovô do bem que você pensa, ele é um homem extremamente ganancioso e capaz de tudo para conseguir o que quer._ele deu uma pausa, tomando um gole do vinho._ele conquista o primeiro lugar sempre matando quem estiver na frente dele. _Então você é um assassino?_perguntei, engolindo seco. _De aluguel.Um assassino a preço fixo.Trabalho para ele há anos. _E porquê? Você é feliz assim? _Sofie, eu cresci assim, é isso o que eu sou._ele disse, me olhando fixamente, respirei fundo. _Eu não entendo...Isso não entra muito bem na minha cabeça. _Eu sei, você cresceu da forma tradicional, criada com bons costumes.Pra você, a vida foi um pouco mais fácil, talvez.Mas para mim, as coisas foram totalmente diferentes. _Magno, eu sinto muito ..._eu disse, olhando para baixo. _Não sinta, não faz diferença mais.Bom, agora você já sabe como funciona a Sol de Diamante._ele disse, estendendo as mãos para o alto. _Eu nunca imaginaria, eu não sei o que pensar. _Você pode largar o emprego e dar a oportunidade para alguma menina menos curiosa._eu não podia fazer isso, eu precisava do trabalho, não tinha a opção de simplesmente sair da empresa porque eu não gostava dos princípios do dono dela. _Eu não posso fazer isso, não mesmo._ele se aproximou, passando a mão pelo meu cabelo, que estava solto. _Então, se prepare para o pior e acima de tudo, finja não estar vendo nada.
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