Quando as palavras acabaram, eu simplesmente não pude acreditar. Estava tudo muito confuso para mim, meus olhos cegaram, eu não conseguia respirar. Ele não pode fazer isso. Não pode fingir que não temos nada e ir embora. Nenhuma dificuldade justifica um ato tão frio! Sem pensar duas vezes, desci as escadas com a carta amassada nas mãos, e saí correndo para a garagem. — Para onde você vai? — Júlia gritou. — Por favor, arrume qualquer desculpa. Voltarei em 30 minutos. — Supliquei, olhando no fundo dos seus olhos. Ela fez que sim com a cabeça repetidas vezes e eu entrei no carro dando partida. Estava a 100 por hora. Estacionei em frente ao seu prédio, orando para que ele ainda estivesse lá. Porque se não estivesse, então tudo estaria definitivamente terminado. Por sorte, o porteiro do

