24 Serpente Narrando

1851 Palavras

Eu sempre soube da existência da Manu. Desde o começo. Desde aquele telefonema silencioso, carregado de medo e verdade, quando a Paty, do outro lado do mundo, me contou que estava grávida. Lembro como se fosse hoje. A voz dela tremia, não de alegria, mas de pânico, de incerteza, de uma dor que ela ainda não sabia explicar em palavras. E eu, mesmo sem entender tudo, entendi o principal: aquela menina precisava ser protegida. E a Paty também. Ela me pediu segredo. Não queria que ninguém soubesse. Nem o Cobra, nem o Rei, nem o Nerde, nem ninguém do morro. Disse que não estava pronta, que precisava de tempo, que tinha sido ferida demais. Eu respeitei. Não porque era fácil. Mas porque ela sempre foi mais do que apenas a irmã do Cobra pra mim. Ela era parte da minha história, da minha lealdade,

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