Agora eu vou me apresentar para voces direito, fiquei tão feliz que sou pai que esqueci de falar de mim, me chamo Luan, mas todos me chamam de Rei, eu nasci e cresci no morro. Eu sempre digo que sou cria da favela, não porque fui abandonado ou porque precisei sobreviver sozinho desde cedo, mas porque foi aqui que aprendi tudo o que sei. Foi aqui que construí minhas raízes, minhas dores e o que eu chamo de família. Eu tenho vinte e cinco anos agora, mas minha história começa muito antes, quando tudo parecia mais simples. Meus pais eram diferentes da maioria que morava aqui. Não eram ricos, mas tinham uma vida estável, tranquila. Meu pai trabalhava muito, minha mãe sempre dava um jeito de completar a renda, e juntos eles construíram a nossa casa: dois andares, tijolo por tijolo, suor por su

