Eu estava na piscina com as crianças, e, por mais que ninguém ali estivesse acostumado a me ver daquele jeito, eu também estava tentando me acostumar comigo mesmo, apesar que se meu filho estivesse vivo, estaria com essa idade, e ele poderia ser amiguinho deles. O Rei jogava água na Manu, a Liz gritava de felicidade, e o Byel corria de um lado pro outro como se aquele quintal fosse o parque mais incrível do mundo. Eu ria, mesmo que por dentro ainda tivesse tanta coisa que eu não sabia explicar, mas naquele momento eu só queria aproveitar aquela leveza. A água respingava no meu rosto, e a Manu vinha em minha direção com aqueles bracinhos pequenos, pedindo colo, pedindo atenção, pedindo mais brincadeira. Eu pegava ela, girava, e ela gargalhava do jeito mais sincero que já vi na vida. Era im

