Um lugar chamado Pausa

1565 Palavras

Helena se demorou um instante na varanda da pousada. As malas já estavam no quarto, o cheiro de bolo de fubá saía da cozinha, e a brisa da tarde balançava as cortinas de renda feitas à mão. Beatriz, carinhosa e prática, ajeitava algumas flores frescas em um vaso de cerâmica. — Gosta de flores, Helena? — perguntou com aquele tom tranquilo de quem adora puxar conversa boa. — Muito... — respondeu ela, se aproximando. — Minha mãe sempre enchia a casa com flores simples. Margaridas, lavanda... não era nada de floricultura, sabe? Mas sempre dava vida pra casa. Beatriz sorriu, os olhos brilhando. — É desse tipo de flor que eu gosto também. Flor que parece abraço. Conversaram assim, como se se conhecessem há muito mais tempo. Beatriz tinha esse dom de deixar tudo menos apressado. — Olha, se

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