TESSA NARRANDO
-SE O AMOR E CEGO COMO É QUE ELE VAI ME VER ?
essa era uma pergunta que Tessa sempre fazia quando ouvia falar sobre o amor.
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Em mais uma tentativa de fugir do meu padrasto agressivo, minha mãe e eu entramos no primeiro ônibus que passou a procura de um lugar distante para não fossemos encontradas.
- Onde estamos indo tessa?
- Não sei mãe, onde a gente passa e gostar a gente desce tabom?
É assim fizemos, quando chegamos em um bairro que nos agradou descemos do ônibus e começamos a procurar por casas de aluguel dentro do nosso orçamento que não era alto.
paramos em uma pequena mercearia para pedir informações sobre aluguéis, o senhor nos atendeu com muita simpatia e boa vontade
- Tá vendo aquela igreja ali-apontou na direção de uma pequena igreja azul com uma grande cruz em cima - lá sempre tem casas para aluga, e uma rua sem saia a dona morar na última casa e fácil de achar
- Obrigada- agradecemos juntas e fomos para o local indicado por ele
batemos palmas quando chegamos ao local indicado pelo senhor da mercadoria, era a última casa de uma rua sem saída,uma casa bonita amarela nas laterais com azulejos na frente, um quintal enorme com muitas árvores frutíferas e plantas.
Uma Senhora apareceu na porta ariando uma panela
- Bom dia- ela nos atendeu com um tom arrogante
- Bom dia, desculpa o encomodo e que nos informaram que a senhora aluga ca... - antes que minha mãe terminasse de falar a senhora a interrompeu
- ahh esse negócio de casa não é comigo não é com o meu marido, procura por ele ali no quintal da casa amarela- falou e entrou nos deixando paradas ali
olhei para minha mãe e acabei rindo da situação
Fomos até o quintal que ela mandou era um quintal bem grande, com ainda mais árvores que o da casa em que a dona vivia, com varias casinhas, a maioria geminada, tinha um grante pé de jaca, em frente a uma das casas, a variedade de árvores frutíferas era enorme no local, e a felicidade para os meus olhos estava lá ele era alto,costas largas, corpo atlético pintando a casa usando uma bermuda jeans suja de tinta na companhia de um senhor que provavelmente era o pai dele, um senhor de aproximadamente uns cinquenta anos de idade, olhos azuis e cabelos pretos.
minha mãe e o senhor que agora eu tinha certeza ser o pai do rapaz que aparentava ter um ou dois anos a mais que eu no máximo, conversavam e nos só trocávamos olhares vez ou outra ele balança a cabeça em concordância com a fala deles, não fechamos negócio ficamos de voltar.
O resto do dia ele ocupou os meus pensamentos, mesmo sem termos trocado mais que duas palavras eu já me sentia apaixonada!
- Mãe eu quero morar lá e namorar aquele rapaz
infelizmente não voltamos e não fechamos negócio é as minhas chances de revê-lo sumiram.