CAPÍTULO 54 Quando o chão que sustenta um sonho revela o peso de um passado podre... Helena sentou-se lentamente diante deles. As mãos trêmulas, o coração pulsando num ritmo estranho — como se já soubesse, no fundo, que a verdade teria um gosto amargo. Ronaldo se levantou, puxou a cadeira ao lado dela. Arthur sentou à frente, e Heitor ocupou o último assento, ao lado oposto, com o olhar inquieto fixo na mãe. Na mesa, quatro xícaras de chá esfriavam lentamente, como se sentissem a urgência do que estava prestes a ser dito. Arthur segurou a caneca, mas não bebeu. Respirou fundo. — Nós precisamos te contar o que está acontecendo com o terreno, Helena. Tudo, sem meias palavras. Ela assentiu, silenciosa. — Quando você me contratou, a princípio, a minha função seria apenas avaliar a segur

