CAPÍTULO 12 Eu não era mais o mesmo homem. E ela não era só a mãe do meu amigo. Arthur Delgado. Eu estava agoniado. Andava de um lado pro outro pela sala do apartamento, café na mão, mas o gosto não descia. Eu precisava vê-la. Precisava ouvir sua voz de novo. Precisava saber se tudo o que aconteceu dentro de mim era só coisa da minha cabeça… ou se tinha um pedaço dela sentindo também. P0rra, Arthur. Você nem acredita nessas merdas. Mas dessa vez… eu acreditava. Porque não era mais só desejo. Era algo vivo dentro do meu peito, crescendo a cada segundo sem ela. Peguei o celular. Mãos suadas. Toquei em “chamada de vídeo”. Esperei. Um. Dois. Três toques. Ela atendeu. A imagem abriu. Cabelo preso num coque solto, pele fresca de banho. Estava de baby-doll novamente. Azul-claro. Só qu

