lembranças confusas

1071 Palavras
P.O.V Após pensar que eu havia sido assaltado, acordei em casa ileso. Os sonhos haviam sido estranhos aquela noite então tomei um banho quente, tomei café com minha familia, peguei minha bicicleta e saí andando, passei pelos lugares que vi no sonho e estavam quebrados como havia visto, como se a luta que vi no sonho realmente tivesse sido cravada, mas entre quem? E por que? Estava tudo confuso em minha mente, eu já não sabia mais oque era real e oque não era. Ao passar pela praça central lembrei do meu trabalho e de alguém que sempre conversava comigo. — Kookie? E aí cara? Está melhor hoje? — Suga? Oque houve? Ah.... Eu estou bem... Eu me esqueci de algo? — ah? Achou a garota então? Puxa porque você deixou todos preocupados! Hope falou. — que... Garota? — já esqueceu? Ontem você estava perguntando e procurando por ela feito um louco, porque ela não apareceu a escola por duas semanas. Disse Jin. Eu não me lembrava de nada e nenhuma garota, mas acenei e contei que não a encontrei. Afinal quem era e porque eu a procurava? E porque ela havia sumido? Estava tudo muito confuso, então sentei na praça já que era minha folga e fiquei a olhar pra nada. — por favor um sorvete de morango! Akemi pedia na lanchonete bem a frente dele. Ela o olhou mas como já havia sido informada era melhor manter distância, continuou tomando sorvete em frente a ele do outro lado da praça. O rapaz por sua vez quando a notou ficou a encarando como se a achasse familiar. Quando ela terminou apenas jogou o palito fora e saiu andando calmamente quando o rapaz correu e a segurou. — você.... Me desculpa... Mas... É que eu... Você me parece familiar. — somos da mesma sala garoto! Sentamos perto um do outro... Claro que sou familiar... Aliás sua touca está cheia de pelos. Disse Akemi se soltando dele e indo embora. Kookie limpou a touca e colocou a de volta, muito confuso olhou para os lados e achou que estava ficando maluco, então voltou pra casa triste por sentir que esqueceu algo que deveria lembrar. — filho? Oque houve? Esteve tão preocupado esses dias... E hoje mais ainda... — eu não sei mãe, parece que eu esqueci algo ou alguém mas... Sei lá eu me sinto meio pirado. — fique tranquilo filho logo você irá lembrar e tudo isso vai passar. Kookie a abraçou e foi pro quarto estudar, e enquanto foleava o caderno encontrou um desenho e algo ele mesmo escreveu. Parecia a letra de uma música, e aquele rosto pareceu da jovem que ele viu na praça. Ainda confuso ele fechou o caderno e foi treinar como sempre. Ele fez agachamentos, flexões e outros exercícios pra fortalecer seu corpo e limpar sua mente, mas ele não conseguia se lembrar do sonho tão bem e isso o incomodava. Kookie apenas olhou ao redor e se deitou, começou a escrever algo como continuação do que tinha em seu caderno, e ao final surgiu uma música que ele enviou para o Najoon. — é tudo o que posso fazer agora enquanto não me lembro de nada! Expressar meus sentimentos de forma que não pareça que estou falando de alguém ou de algo. Afinal borboletas são assim, surgem e se vão... E ninguém sabe delas ou se são reais. Ao mesmo tempo que está lá, nós nunca a alcançamos. Disse ele olhando a letra e o esboço que fez de uma borboleta. P.O.V Akemi Naquele dia pela manhã Akemi chegou há igreja desesperada em busca da Mina a abraçou forte quando a encontrou. — Mina... Estão todos bem? Alguém foi ferido? Eu tive que impedir os cientistas de atacar a fazenda enquanto eles fugiam... E... Mina? Mina a encarava brava e Akemi logo notou, Taki a puxou e sentou no banco da igreja. — sua irresponsável, apenas sair por aí e apagar a memória de todos que estão perto de você não vai os proteger... A dona da floricultura foi atacada, os ursinhos da praça foram atacados, Kookie foi atacado. — eu ... Fiz isso pra que ... Não... Ficassem em risco por saber de mim, ou saber meu paradeiro... Mas... Kookie? Eu não apaguei a memória dele, não deu tempo... — exato! Ele saiu lhe procurando a praça e escola toda, logo os ratos de laboratório notaram que e era próximo a você e o atacaram. — ele.... Ele está bem? Está vivo? Eu.... Eu preciso vê-lo. — Akemi se sente aí agora! Disse Mina furiosa. Akemi se sentou e abaixou a cabeça. — o pior não aconteceu, porque estávamos de olho em tudo! Mas nem sempre a fada Mim vai conseguir apagar a memória de todos tão perfeitamente. Ela é pequena pode acabar falhando... — apagou a mente dos ratos? Quem eram? Perguntou Akemi curiosa. — Patrícia, Carmen e Clark. Disse Taki paciente. — eu apaguei a memória deles em relação a mina e a Taki, até mesmo sobre o Kookie seus amigos e a dona das flores... Mas quando fui apagar a memória do Kookie ele estava muito tenso e eu errei. Disse a fadinha triste. — errou? Então.... Taki falou um pouco assustada. — Kookie esqueceu tudo sobre você Akemi... Eu sinto muito! Disse a fada triste por ela. Akemi abaixou a cabeça e agradeceu as meninas, em seguida afirmou: — foi melhor assim Fadinha... Obrigada por me ajudar.... Obrigada Mina e Taki... Isso não vai mais acontecer, tem minha palavra. Akemi escondeu estar triste e foi pra praça central tomar picolé. Ao ver Kookie ela o notou confuso e teve certeza que ele já não se lembrava mais dela, então se afastou e retornou a sua rotina de lutar a noite e trabalhar e estudar de dia. — dói um pouco ser esquecido! Mas é o melhor a se fazer! Pensou Akemi quando viu o olhar assustado do rapaz a segurando pelo braço. Parecia muito confuso sem saber oque fazer. Akemi lidou com ele de coração partido. Mas se fez de b***a o fazendo acreditar que era só um sonho. Durante os dias seguidos ele voltou a estudar, trabalhar e se dedicar a tudo pra que suas memórias não tenham desaparecido em vão. Ele via Akemi e Taki todos os dias mas isso já não o afetava tanto mais. Apenas um calafrio na espinha sempre que seus olhares se encontravam.
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