Não tenho mais um melhor amigo

1041 Palavras
                                                                   P.O.V NARRADORA Passando-se alguns dias, a mãe de Rafael teve que buscar a (Seu Nome) no hospital, porque a mãe dela estaria muito ocupada resolvendo uns problemas.   Chegando no hospital a garota logo recebeu alta... O caminho seguiu silencioso. (Seu Nome) foi levada até em casa.   Logo entrou e se jogou no sofá.   Ela não acreditava no que tinha acontecido... Ela sempre imaginou que isso seria coisa de filme... – Mas não era!  Realmente, isso aconteceu com ela mesmo.   Parecia aquelas coisas também de entrevistas e documentários que as pessoas eram levadas para “outro mundo” ou ficavam flutuando algumas horas vendo si própria em uma cirurgia. É uma sensação horrível, como se você nunca mais fosse ser a mesma pessoa. Ficar por um fio na vida é como se você dependesse da sorte que nunca teria, você sente calafrios, medo do que pode ter após a morte. Mas por um milagre e por um garoto de cabelos loiros que tinha muita fé, ela conseguiu retornar.     (Seu Nome) Seria sempre grata a ele.                                                                  P.O.V Narradora OFF     Eu: Pois é... Acho que vou precisar de uma distração forte pra esquecer o que aconteceu... — Eu me levantei, fiquei parada no meio da sala, como se algo fosse levitar do nada e viesse até mim.   Fui até a coleção de filmes...Não tinha nenhum que me interessava...Então resolvi ir atrás do Rafael.   Chegando à casa dele, toquei a campainha, mas ninguém atendeu.   Resolvi entrar e logo um filhote de cachorro veio correndo em minha direção e pulou no meu colo. Eu o peguei e fui atrás de alguém.   E encontrei a mãe dele, de fones.  Quando ela me viu, levou um grande susto.  Eu: Desculpa... — Eu disse sem jeito.  Ela: Tudo bem!   Ah, esse aí no seu colo ainda não tem nome... E Rafael comprou pra você. Era pra ele ter ido no hospital comigo te buscar...Mas ele insistiu em sair com uns amigos e amigas. Bom, desde ontem ele está fora. — Ela disse enquanto fazia algum tipo de mistura em uma panela de tamanho médio. Eu: Ah...Tudo bem!  Han...você quer ajuda, Tia?  Ela: Não, Obrigada! Mas uma companhia já me ajuda bastante! Sabe, todo mundo aqui anda ocupado ultimamente.  — Ela esboçou uma reação abatida.  Eu: Entendo!  Então...Posso te fazer algumas perguntas? — Eu disse me sentando e colocando o cachorro no meu colo. Ela: Claro! — Disse tentando ser animada. Eu:  Sabe quais tipos de problema minha mãe foi resolver?  Ela: Ah...Eu não devo te contar... Só sua mãe, (SeuNome). — A expressão abatida voltou. Eu: Eu finjo que não sei de nada, quando ela for me falar! Ela: É que ela está me ajudando a arrumar uma casa no Rio Grande do Sul... Como seu pai era Corretor Imobiliário, talvez a empresa dele poderia me arrumar uma casa por um preço não muito alto. Eu: Ah... Mas por que você vai embora?  Ela: Eu tive uns problemas com uns vizinhos, Rafael andou aprontando...Ameaçaram de querer multa...As notas dele não estão muito boas, e vi logo que esses novos amiguinhos dele são estranhos demais. Eu:  Você pode controlar ele...Simples! Ela: você não entende... O Rafael é difícil... Nem o pai dele consegue, então temos que ir para ver se ele melhora.  E queremos empregos melhores, sabe?... Aqui em Belo Horizonte não é muito bom. Eu: Ah...Tudo bem...Boa sorte!  Ela: Obrigada!  — Ela disse apagando o fogo da panela e se sentando em minha frente. Eu: Então...Vocês têm data marcada? Ela: Temos... E é para amanhã a viagem...Vamos decididos já! Eu: Mas você disse que minha mãe ainda está vendo a casa!  Ela: Está! Mas essa seria só em caso de a outra não dê certo, ou fosse mais barata...Mas creio que não é.  Eu: Ah...Bem, eu posso dar uma última olhada no quarto do Rafael?  Ela: Fique à vontade! — Ela se levantou e seguiu em direção à geladeira.     Eu peguei o cachorro e coloquei ele em cima do sofá e depois subi pro andar de cima em direção ao quarto do Rafael.  Era como o quarto de todo menino... Bagunçado, com carros de controle remoto, roupas, meias, sapatos e pôsteres espalhados... Fui em direção ao guarda-roupa dele. Eu queria algo que me fizesse lembrar dele para sempre.   Eu sei que Rafael era muito ciumento com suas roupas, então nem se eu insistisse ele me daria ao menos uma blusa.   Peguei uma do PacMan, parecia um vestido em mim.  Iria ficar parecendo um vestido até no Rafael! Eu a dobrei e escondi dentro do meu vestido. Não foi fácil, mas consegui.     Logo em seguida alguém abriu a porta...Vi Rafael com 3 meninos e 2 meninas. Eu: Ah... Oi! — Eu disse sorrindo, nervosa. Rafael: O que você tá fazendo aqui? — Ele disse desconfiado. Eu: vim ver se você estava aqui... — Eu abaixei a cabeça — Rafael: Ah, agora estou... Por favor, você sabe que não gosto que entrem no meu quarto...Não faça mais isso!  — Rafael disse me fuzilando com o olhar.  Eu: Que bicho te mordeu? Você NUNCA se importou com isso! — Eu disse com um pouco de raiva. Rafael: Acontece que as coisas mudam! E o quarto é meu e eu decido quem entra e quem sai.! Com licença — Ele e o grupinho dele abriram passagem para eu sair. Eu: Não Rafael, as coisas não mudam assim de uma hora pra outra...Alguém está colocando pepino nesse seu cérebro de ervilha!  — Bufei — Tá bom, fica com seu quartinho, e seus novos amigos...No dia em que você quebrar a cara e perceber que esse quinteto mocotó está de palhaçada pro teu lado, não vem querer pedir desculpas...Porque o que você vai ter é um tapa bem dado na cara! — Eu disse aquilo com a maior raiva que pude colocar em minha voz. Saí dali magoada, me despedi da mãe dele sem dizer o que tinha acontecido, peguei o cachorrinho e saí.  Cheguei em casa, minha mãe já estava lá...Ela disse que ia na casa do Rafael, eu nem disse nada...só assenti e fui pro meu quarto e tirei a blusa do meu vestido...Não queira imaginar em como ela ficou escondida!  Encarei o cachorro e sorri, com os olhos cheio de água.
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