No início da manhã seguinte, o vento frio das montanhas soprava forte ao redor da caverna.
Clara já estava acordada.
Ela estava organizando as ervas que havia colhido no dia anterior, separando folhas e raízes sobre uma pedra plana.
Enquanto trabalhava, pensava.
— Se esse veneno realmente está no corpo… preciso descobrir como neutralizar ele…
De repente, um rugido ecoou pela encosta.
ROOOARRR!
Clara levantou a cabeça.
Minutos depois, passos pesados subiram a trilha.
Dargan apareceu novamente.
Mas desta vez ele estava carregando algo enorme.
Um bisão das montanhas.
O animal era quase do tamanho de um cavalo.
Ele jogou a presa no chão com um baque pesado.
— Trouxe algo melhor hoje.
Clara olhou para o animal.
Depois olhou para ele.
— Você está tentando me testar?
Dargan deu de ombros.
— Quero ver o que você faz com isso.
Clara caminhou ao redor da presa, analisando.
— Isso vai dar muito trabalho…
Ela virou para ele.
— Então você vai ajudar.
Dargan cruzou os braços.
— Eu já cacei.
— E eu já cozinhei.
Ela apontou para o animal.
— Agora corta.
Ele ficou olhando para ela.
— Você manda demais.
Clara respondeu calmamente:
— E você continua obedecendo.
Por um momento, ele ficou em silêncio.
Depois… pegou uma faca de caça.