A água da cachoeira descia constante pelas pedras, iluminada pela luz suave da lua. O lago refletia o céu noturno como um espelho prateado.
Góvia ainda estava parada perto da água quando Dargan se aproximou.
Atrás deles, alguns metros distante, Sylven continuava encostado na árvore, observando silenciosamente. Seus olhos verdes brilhavam discretamente na escuridão.
O ar da noite estava quente.
Góvia passou a mão pelo pescoço e suspirou.
— Está calor hoje.
Dargan respondeu apenas com um pequeno “hm”.
Ela então olhou para a água corrente da cachoeira.
— Acho que vou me banhar.
Sem muita cerimônia, ela caminhou até a margem do lago e começou a entrar na água, que estava fresca e agradável.
A água subiu até sua cintura.
Góvia soltou um pequeno suspiro de alívio.
— Muito melhor…
Dargan continuava parado na margem, observando em silêncio.
Sylven, ainda encostado na árvore, também observava a cena com curiosidade tranquila.
Então Góvia virou o rosto para Dargan.
Seus olhos tinham um brilho provocador.
— Dargan.
Ele respondeu sem mover muito o corpo.
— O que foi?
Ela virou um pouco dentro da água, apoiando os braços na superfície.
— Já que você está aí… podia me ajudar.
Dargan franziu levemente a testa.
— Ajudar?
Góvia apontou para as próprias costas.
— Eu não consigo esfregar minhas costas direito.
Ela falou com naturalidade, como se fosse algo simples.
— Você podia ajudar.
Por um momento houve silêncio.
Dargan ficou olhando para ela.
A água refletia a lua, e o movimento da cachoeira fazia pequenas ondas ao redor de Góvia.
Sylven observava a situação com grande interesse.
Seus olhos brilhavam, divertidos.
Góvia então acrescentou outra coisa:
— Aliás…
Ela apoiou o queixo na mão.
— Amanhã você podia ir até a cidade comprar algumas coisas para mim.
Dargan cruzou os braços.
— Como o quê?
— Sabão.
Ela respondeu imediatamente.
— Do mais cheiroso que tiver.
Depois completou:
— E também uma bucha de banho.
Sylven soltou uma pequena risada baixa atrás da árvore.
Góvia continuou, tranquila:
— Assim você pode esfregar minhas costas direito.
O silêncio caiu por alguns segundos.
Dargan olhou para ela.
Depois olhou para a água.
Depois voltou a olhar para ela.
Ele era um guerreiro poderoso, acostumado a batalhas e caçadas.
Mas aquela situação…
Era completamente diferente.
Sylven cruzou os braços, claramente curioso para ver o que aconteceria.
Dargan finalmente suspirou.
— Você realmente não tem vergonha de pedir coisas.
Góvia respondeu imediatamente:
— Não.
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Então?
Dargan ficou em silêncio por mais um momento.
Então ele começou a tirar lentamente a capa pesada dos ombros e a colocou sobre uma pedra.
Sylven levantou levemente as sobrancelhas.
Dargan caminhou até a beira da água.
— Eu ajudo.
Góvia sorriu discretamente.
Ele entrou na água até a altura dos joelhos.
A água fria se espalhou ao redor.
Então ele pegou um pouco de água nas mãos e começou a lavar lentamente as costas dela.
Os movimentos dele eram firmes, mas cuidadosos.
Góvia fechou os olhos por um momento.
— Viu? Não era difícil.
Dargan respondeu apenas com um pequeno resmungo.
Atrás deles, Sylven observava tudo.
E seus sentidos espirituais percebiam algo curioso.
O veneno no corpo de Góvia…
Continuava diminuindo.
E a afinidade entre ela e Dargan estava crescendo rapidamente.
Na mente de Góvia, o sistema apareceu novamente.
[Notificação]
Afinidade com Dargan aumentou.
Recompensas futuras desbloqueáveis.
Ela abriu um pequeno sorriso.
Seu plano estava funcionando melhor do que esperava.
Enquanto isso, a água da cachoeira continuava correndo sob a luz da lua.
E, pela primeira vez em muito tempo…
Aquela ogra estava começando a viver momentos de proximidade verdadeira com seus maridos. 🌙💧🐉🦊