Antes das cinco da madrugada, eu já tinha arrumado a cama, tomado um banho quente e reconfortante que parecia ter dissolvido, ainda que temporariamente, a inquietude que me consumia. Visto-me com cuidado, cada gesto carregado de uma tensão silenciosa. Minha rotina matinal, quase automática, oferece um pequeno conforto diante do caos que pulsa dentro de mim. — Pronto — murmuro para o espelho, enquanto aplico um batom cor de telha. Ele aviva a tonalidade natural dos meus lábios, o suficiente para dar vida à minha expressão sem ser exagerado. Sorrio para minha própria imagem, uma tentativa de convencer a mim mesma de que a noite passada, consumida pela insônia, não deixou marcas visíveis. Mas sei a verdade: dormi m*l, prisioneira de pensamentos desordenados sobre Leo, tentando entender a te

