Ouço passos atrás de mim e a porta se fechando. A necessidade de olhar nos olhos do meu marido, dizer alguma coisa e talvez até sorrir, me faz estremecer. Dou alguns passos mais fundo no corredor. Eu ouço: Aika... Estou assustada como uma lebre estúpi*da. Aceno com a mão e, sem olhar para trás, interrompo em voz alta: eu vou dormir. Subo as escadas rapidamente. Acelerando mais, caminho pelo corredor. Entro no meu quarto e bato a porta. Não sei como posso me acalmar. Eu apenas não sei. Quero lavar a pele, os cheiros e ficar surda, porque ainda tenho flashes das palavras da minha família e de estranhos na minha cabeça. Uma amiga da minha mãe até perguntou quando Ângelo e eu agradaríamos os nossos pais com netos. Naquele momento, parece-me que o meu coração se partiu num milhão de pedaç

