Está fresco e silencioso dentro da casa. Esta casa foi construída por pessoas desconhecidas para mim e não para mim, mas consegui amá-la. Mas há algo de estranho nisso? Obviamente estou muito apaixonada. Vou tirar os sapatos no quarto. Posso murmurar algo parecido com “obrigado pela noite, boa noite” e sair correndo, mas não tenho pressa. Eu me viro, dou um passo para trás e olho para o meu marido. Ângelo desabotoa o paletó, pensa em algo importante, pois o seu olhar está focado, mas não nos objetos. Não há pressa em acender a luz. Estou feliz com isso. Não quero irritar a minha retina agora. Tusso baixinho, Ângelo reage ao som. Olha nos meus olhos. Eu me permito um sorriso. O meu champanhe entrou em casa conosco, mas não era um problema. Ou talvez eu apenas me convenci disso. Quero

