capitulo 56 Mariana

1397 Palavras

NARRAÇÃO: MARIANA LACERDA Descemos a escadaria monumental em um silêncio cúmplice, mas o barulho dentro da minha cabeça era uma sinfonia de caos. Meus pés descalços sentiam o gelo do mármore, um lembrete tátil de que eu não estava mais no meu piso de cerâmica encardida. A cozinha da mansão Bittencourt não era um lugar de fazer comida; era um laboratório de alta tecnologia disfarçado de ambiente doméstico. Tudo em aço escovado, ilha de mármore branco Carrara e eletrodomésticos que pareciam saídos de um filme de ficção científica da próxima década. Simone se movimentava ali com a destreza de quem nasceu entre aquelas paredes frias. Ela abriu uma adega climatizada embutida num painel de carvalho e retirou uma garrafa cujo rótulo parecia um brasão medieval. — Simone, eu prefiro ficar na águ

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