Capítulo 69

1672 Palavras

PEDRO Tomas gargalhava do outro lado do quarto, engatinhando com velocidade desajeitada, como se estivesse em alguma corrida importante. Joguei o ursinho de pelúcia para o lado dele, só para vê-lo mudar a rota feito um foguete desgovernado. — Ele vai acabar caindo desse jeito — Diego comentou, largado na poltrona perto da janela, ainda com a camisa social amarrotada e a gravata meio solta. Tinha chegado direto do escritório, e subiu comigo pro meu quarto. — Não, ele já pegou o jeito. Não é, filhão?— murmurei, me abaixando para segurar Tomas antes que ele acertasse a quina da cama com a testa. O pequeno gritou de felicidade quando o ergui no ar, chutando as perninhas como se estivesse voando. O peso dele já era bem mais que meses atrás. Quase um ano, quase andando… E eu ali, com um medo

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