A guarita tem vidros escuros impossibilitando saber quem está dentro dela, uma voz atravessa o autofalante do interfone. — Boa tarde, senhor. Acesso liberado! Aaron apenas acena com a cabeça, os imponentes e vitorianos, porém automáticos, portões de ferro escuro se abriram revelando as costas de uma mansão luxuosa escondida atrás de muros gigantescos que ocupava um quarteirão inteiro no bairro nos Jardins, adornados de câmeras de segurança e cercas elétricas em toda a sua extensão. — Uma senhora casa para quem dividia o quarto comigo, hein dona Sophia!? – Solange, que me acompanhava no banco de trás da enorme SUV cutucou meu braço. — Pra mim, parece mais um presídio de segurança máxima – divago, observando o lado de fora

