*-*-*-*-* Agatha *-*-*-*-*
O silêncio no carro é perturbador mas meu irmão não irá falar nada pelo que parece. Quando o carro para em frente a nossa casa respiro aliviada, saio do carro e entro em casa, sento no sofá querendo uma explicação sobre tudo isso, meu irmão finalmente entre em casa e fecha a porta, ele senta na poltrona e fica um longo tempo em silêncio, estou sem entender o porquê de eles nunca falarem sobre isso comigo.
Alain - os sobrenaturais são como posso dizer, super humanos, homunculus, humanóides. / Diz meu irmão tentando explicar.
- vampiros e lobisomens existem, você nunca me contou! / Falo brava por terem mentido por tanto tempo.
Alain - eles são perigosos e só causam desgraça aos humanos. / Diz meu irmão me olhando como se soubesse.
- como sabe disso?
Alain - me apaixonei por uma vampira quando estava na universidade.
- foi por isso que se tornou rebelde?
Alain - sim, ela me usou como alimento e depois me deixou.
- não se preocupe, vou evita-los.
Alain - tem mais uma coisa mana.
- oque?
Mãe - irei falar isso para ela. / Diz minha mãe entrando na sala
Alain - ok.
- oque mais falta me contar?
Mãe - somos humanos raros, a cada um milhão de nascimentos um nasce com o sangue especial, os filhos desse humano podem herdar o sangue. Eu nasci com esse sangue e vocês também têm, esse sangue atraí sobrenaturais com facilidade. / Diz minha mãe se sentando no sofá ao meu lado.
- ok, então vai ser meio difícil evitar sobrenaturais. / Falo um pouco confusa
Mãe - fique perto dos lobisomens, os vampiros são um perigo para nós, eles usam nossa espécie para satisfazer a fome.
Alain - mais os lobos também são muito agressivos, tome cuidado para não insultar um lobo.
Mãe - também tome cuidado com as amigas que irá fazer, podem ser bruxas ou necromantes. Essa cidade é a que tem a maior quantidade de sobrenaturais, não saia a noite. / Fico muita confusa ao ouvir isso.
- vocês estão me assustando falando isso, irei dormir. / Falo me levantando, vou para meu quarto dormir.
Acordo ainda sonolenta, me levanto devagar, faço minha higiene diária e me arrumo para ir a universidade. Desço as escadas e vejo minha mãe e meu irmão conversando como sempre, acho que tudo aquilo foi um sonho, ou uma alucinação causada pela bebida, apesar de eu não ter bebido álcool, talvez seja um sonho maluco, eu talvez esteja louca ou em coma. Eu sou realista, sobrenaturais não devia existir.
Mãe - bom dia meu anjo.
- bom dia. / Falo sem ânimo
Alain - cadê seu ânimo?
- só quero terminar logo e dormir na minha cama o dia inteiro.
Mãe - quando terminar vai trabalhar.
- não estraga meus sonhos! / Falo brava
Mãe - calma, tome seu café da manhã. / Diz como se não devesse acontecido nada anormal.
Depois de tomar o café da manhã Alain me leva até a universidade, o dia é chato como sempre, quando finalmente a aula acaba saio animada, sem perceber acabo esbarrando em alguém, essa pessoa me segura evitando de eu cair de cara no chão, me recomponho do acontecido.
- desculpa e obrigad.... / Para quando vejo que esbarrei em Nathan novamente, p**a que pariu que azar, por que logo com ele meu deus.
Nathan - oi ruivinha. / ele diz enquanto sorri para mim, tem algo de errado, ele está muito gentil para quem me tratou como um alimento.
- tchau, tô com pressa. / Falo voltando a andar
Nathan - esqueceu sua bolsa. / Ouso o moreno a dizer, paro e percebo que minha bolsa caiu, o estresse está no céu.
- obrigada novamente. / Falo voltando e pegando a bolsa
Nathan - não precisa ter medo de mim, desculpa pela forma arrogante que de tratei na festa. / Diz o moreno calmo.
- ok, mas eu realmente tô com pressa. / Falo
Nathan - posso de levar para casa? / Não pode mesmo, preciso inventar uma desculpa mas não estou conseguindo.
- eu.....
Nathan - não vou sequestrar você. / Diz ele olhando para mim, óbvio que um sequestrador diria a mesma coisa.
- ok..... / Falo um pouco insegura, meu deus oque estou fazendo.
Vou com ele até seu carro luxuoso, ele abre a porta para mim e eu entro ainda mais insegura, vejo o moreno entrar no carro, sinto um cheiro doce no carro.
- esse perfume no carro é bom. / Falo quebrando o silêncio
Nathan - é sim, é feito de fruta Scarlett. / Diz calmo.
- nunca ouvi falar dessa fruta.
Nathan - elas são cultivadas somente em lugares específicos, os vampiros precisam delas para viver tranquilamente com os humanos.
- Nathan, obrigada por ter me salvado e por estar me levanto para casa, mas não quero ter contato com o lado sobrenatural. / Falo e sinto um clima estranho no ar, preciso me afastar dele, pelo que minha família falou vampiros são perigosos.
Nathan - claro, vampiros podem ser assustadores mas lobisomens são mais, fique longe do Jonathan também. / Diz o moreno me olhando, tem algo estranho entre ele e Jonathan, acho que eles se odeiam
- obrigada por entender. / Falo mais aliviada, tento não pensar em outras coisas.
Nathan - Agatha, seu irmão falou oque?
- que ele tinha uma namorada vampira e que ela o usava como alimento e blablabla, nessa época ele mudou muito e continua assim. / falo não ligando muito, estou no carro dele, ele pode me matar a qualquer hora.
Nathan - ele fica bastante tempo no escuro, sozinho, come pouco?
- você está insinuando que ele é um vampiro? / Falo rindo da insinuação, conheço meu irmão e sei que não é um vampiro.
Nathan - humanos podem virar vampiros, seu irmão pode ter sido transformado, é só uma insinuação calma.
- acho que não, ele só foi usado como alimento mesmo. / Falo rindo mentalmente do meu irmão que foi iludido por uma mulher.
Nathan - se você diz, oque falaram sobre lobisomens? / Diz interessado no assunto.
- que não devemos irritar um lobo pois são muito agressivos. / Falo mas não acredito nisso, Jonathan parece legal e simpático, não consigo imaginar ele agressivo.
Nathan - parece que te ensinaram bem, você mora bem longe, vai sofrer bastante ao ir para casa a pé. / Acho que ele está querendo me levar para casa, mas nunca mais aceitarei.
- eu sei, você tem sorte de ter um carro. / Falo pensando no sofrimento de ir para casa a pé todo dia, ainda assim prefiro sofrer do que ficar perto dele.
Nathan - tenho mesmo. / Diz ele rindo, não pensei que ele poderia rir.
- minha casa é ali, muito obrigada. / Falo e ele para o carro em frente a casa, o agradeço e saio.
Nathan - espero poder te levar para casa mais vezes. / Diz ele sorrindo.
- quem sabe.... / Falo ficando vermelha sem motivo, acho que estou doente, só pode.
Entro em casa, vou para meu quarto e deito na cama, fico a pensar em tudo que aconteceu.