Guerreiro narrando Cheguei na minha outra casa, porque zero chances de eu ficar na mesma casa que a Andressa. Eu queria paz, queria sossego e casa, porque graças a Deus não me falta pelo morro inteiro. A mansão ficava num ponto mais alto, longe do burburinho direto da praça, mas ainda com vista pra tudo que é meu. Assim que eu entrei pelo portão automático e ouvi ele fechando atrás de mim, senti um silêncio diferente, pesado, confortável. Era o tipo de silêncio que eu não tinha há três anos. Dei uma volta pela sala ampla, piso brilhando, sofá de couro intacto, a televisão enorme na parede, tudo exatamente do jeito que eu gosto. Nada fora do lugar. Nada bagunçado. Subi as escadas devagar, passando a mão no corrimão de madeira escura, como se estivesse confirmando que aquilo tudo ainda er

