Party
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Dirijo sem rumo, não quero incomodar a Belle de novo, Nik está fora da cidade, não sei com quem conversar, Dora e eu estamos nos aproximando nos últimos tempos,mas ainda assim não me sinto confortável com ela para certos assuntos. Quando dou por mim, estou parada na frente do prédio dele. A dúvida párea na minha cabeça, devo ou não procurar ele novamente?
Movida por um impulso, desço do carro e vou em direção ao hotel, respiro fundo algumas vezes para tomar coragem, mas ela me falta, antes mesmo de ir até a recepção viro as costas para sair, quando ia passar pelas portas dou de cara com Cae entrando.
- Patrícia? - suas sobrancelhas estão franzidas.
- Oi. Eu... Eu, bem. Não sabia para onde ir. - ele aperta os lábios e balança a cabeça positivamente.
- Você quer subir? - ele aponta para o elevador.
- Acho melhor eu ir embora. - passo por ele.
- Espera! Fica, por favor. - ele levanta a sacola - Comida chinesa, sei que é a sua favorita. - ele abre um pequeno sorriso.
- Tem 5 anos que você não me vê, as pessoas mudam sábia. - seu olhar fica triste.
- É verdade, Mas eu acredito que você ainda gosta. Ou eu posso pedir alguma outra coisa na cozinha do hotel ou por aplicativo, fica?
- Não sei, acho melhor...
- Prometo não tentar nada. Janta comigo posso pedir alguma coisa que você goste, só como amigo? - analiso seu rosto.
- Na verdade, ainda é o meu preferido. - aponto para sacola, ele abre um sorriso. Esse não mudou nada, continua lindo e encantador como sempre foi.
- Sobe? - não digo nada e vou em direção ao elevador, subimos em mais absoluto silêncio.
Caetano põe as coisas na mesa, pega duas taças de vinho também. a comida está bonita e cheirosa.
- Acho que eu estava adivinhando que você viria, trouxe o suficiente para nós dois. - ele sorri abrindo as embalagens, tem bastante comida mesmo.
- É... - todo um gole do meu vinho. Começamos a comer.
- O que faz aqui? - ele pergunta.
- Briguei com os meus pais. - respondi vagamente.
- Que pitoresco - olho para ele sem entender - Eu também briguei com os meus. Bem, mas com meu pai na verdade.
- Sim! mesmo depois de todos esses anos e ele ainda acha que pode me mandar ou decidir o que eu vou ou não fazer da minha vida. - digo frustrada.
- Exatamente! Ele não aceita que eu quero voltar para o Brasil. - olho para ele. Meu coração acelera.
- Vai ficar? - ele faz uma pequena pausa.
- Sim. Não consigo mais ir embora, ficar longe de você...
- Cae...
- Tudo bem, desculpa. Só é difícil te olhar e não poder te tocar sabe, quando eu estava fora era diferente, mas aqui, estando assim tão perto de você e não... - meu olhos se enchem de lágrimas. - Como foi crue| o que fizeram com a gente, estamos tão machucados que talvez nunca mais vamos nos recuperar.
- Não pode fazer isso, não pode
- Não chora bebê... - foi aí que me deu conta de que lágrimas caíam dos meus olhos. Eu não chorava por anos e agora não consigo parar. - Já passou... - ele se ajoelha na minha frente.
- Não! Não passou. Eu senti sua falta a cada segundo destes 5 anos. Mas todos os dias me obrigava a odiar você. Todos os dias eu sofri pelo nosso filho. Por você não estar comigo, não é justo o que fizeram com a gente.
- Eu sei... Eu sei bebê. Não houve um único dia que não pensei em vocês dois, em como eu queria estar logo financeiramente estável para poder estar com você. Eu te amo tanto Patrícia, sempre te amei. O tempo dissolve tantos amores, tantas paixões. Mas eu sempre soube que com nós dois era diferente. Começou com um sentimento tão puro e inocente, vivemos as travessuras da infância, da juventude e pouco a pouco você foi ganhando espaço no meu coração de uma forma tão genuína, tão intensa. Como se a cada instante minha alma buscasse a sua, nos apaixonamos em uma época diferente onde tudo era mais difícil. Sei que as pessoas costumam dizer que o primeiro amor sempre passa. Mas o meu sentimento por você sempre foi tão forte, tão intenso. E nada foi capaz de apagar esse amor. O destino nos puniu severamente de uma forma dura. Mas a todo momento com todo força do meu ser eu sempre soube que pertencemos um ao outro. E eu sempre vou amar você...
- Caetano... - me jogo nos braços dele.
Nosso beijo era intenso, com urgência de cinco anos perdidos. A saudade domina nossas ações. Caetano me puxa, levo minhas pernas a sua cintura, no mesmo instante em que ele nos deita no chão. Nossa roupas foram arrancadas com pressa. Não sei como passamos da mesa, para os dois nus no tapete. Só sei que esses 5 anos perdidos estavam com pressa de serem saciados, Seus beijos urgentes passeando pelo meu corpo era quase divino. Ele se inclina até sua calça e pega um prestativo.
- Senti tanto a sua falta... - digo em meio aos beijos.
- Não mais que eu, a sua bebê... - ele diz se impulsionando. Me invadi de uma única vez.
- Har...
Seus movimentos eram tão apressados quanto a urgência que sentimos um do outro, é como se fosse necessário que estivéssemos conectados naquele momento. E não demorou muito para chegarmos no ápice do nosso prazer. Ficamos calados por alguns minutos, só sentindo a respiração um do outro. Sentindo o corpo um do outro, sinto uma leve paz de espírito, como a muito tempo não me sinto tão leve assim.
- Tudo bem? - Depois de alguns minutos ele pergunta cauteloso, eu olho para ele sem entender.
- Sim, por que?
- Não foi nada cavaleiro da minha parte te arrastar aqui pro chão desta maneira. - dou um pequeno sorriso.
- Tudo bem. - ele me beija. Delicadamente, em seguida começa a intensificar o beijo, desta vez não tinha muita pressa, mas ainda assim uma urgência.
- O que acha de irmos pra cama agora? - ele começa a se levantar.
- Acho melhor eu ir embora. - vejo medo em seus olhos.
- Não, por favor. Fica? Eu demorei tantos anos para te ter assim novamente Patrícia, sei que nada está resolvido, mas por favor fica, sei que quer isso também. pode ficar sem compromisso?
- Está bem. - ele se levanta e me põe no colo.
Cae se deita sobre meu corpo beijando cada pedacinho dele. – Eu te amo Patrícia – sua voz rouca de prazer no meu ouvido me deixa louca. Sua língua mergulha no meu monte de vênus, fazendo círculos e leves secções, me levando ao delírio.
Cae coloca outra camisinha, logo em seguida me penetra, desta vez bem de vagar sentindo cada mínimo pedacinho do meu corpo. Suas estocadas eram constantes, nossos corpos colados, nossos olhos conectados, ele se move com maestria, me deixa doida de prazer, e maravilhoso poder sentir ele assim novamente, ele espalha beijos pelos meus ombros, suas mãos se entrelaçam nos meus cabelos.E assim chegamos mais uma vez ao ápice do prazer.