Desjejum em Família

1256 Palavras
Amores, tudo bem? Estou cheia de anotações, mas é muita informação, então, quem encontrar incoerências, por favor, sinta-se a vontade para me alertar, essa história vai ter tanta gente, que estou ficando doida rsrs Espero que gostem desse aqui, uma personagem é citada no final, quem adivinha quem é? Se alguém adivinhar nos cometários, citarei no próximo capítulo ! Não esqueçam de seguir o meu perfil, seguir esse livro, e comentar bastante para a plataforma dar alguma relevãncia a ele, por favorzinho, cabeças de abóbora? ( Como diria Jùlia, de Querida Irmã) BJKS! ***** Gavin Eu não dormi mais naquela noite. Fiquei deitado na cama, olhando para o teto, lembrando dos sentimentos negativos que tive contra o meu próprio irmão. Eu conhecia aqueles sentimentos e não gostava nada deles: Ciúmes, inveja, desdém e muita raiva. Não vinham da minha forma humana, mas do meu lobo e me perguntava a razão da minha natureza ter tanto ressentimento contra aquele que era o meu melhor amigo. O peso no meu peito era uma constante, uma sensação r**m que me acompanhava há várias fases lunares. Quando sai do quarto, fui recebido pela energia barulhenta e estonteante da minha família, apesar de o sol m*l ter raiado. — Gavin, seu dorminhoco, eu te chamei várias vezes! — Minha irmã disse em voz alta, obviamente para alguém lá em baixo ouvir. — Para de mentir, Natalia, não me chamou vez nenhuma! — Sh! Fala baixo, mamãe me pediu para te acordar, mas eu acabei me distraindo e esqueci! A gente vai viajar! — Viajar? Para onde? Ninguém me falou nada sobre viajar até ontem… — Mamãe recebeu uma mensagem da Luna Rebeca, a natureza de Laila nasceu e vai ter um baile para os alfas não marcados aliados irem conhecê-la. Já pensou se você for o companheiro dela? — Ela sacudiu as sobrancelhas com um sorriso i****a no rosto do qual faltava um dente. — Sabe muito bem que o meu lobo ainda não nasceu, trouxa! — Ah, mas a luna Luna dela, sim, ela te reconheceria… talvez, seja o Rael, já pensou? Aí mamãe não precisaria ficar viajando todo verão para lá. Laila é tão bem guardada, será que é bonita? — Não sei, ué, você a viu por último, não foi? — Eh… verdade, mas faz tempo…. era bem bonita, muito branquela para o meu gosto, sabe que eu gosto de lobos com a pele mais beijada pelo sol. — Ela deu uma risadinha e eu puxei uma mexa de seus cabelos com força. — Mãe, Gavin está puxando o meu cabelo! — Ela gritou afastando a minha mão. — Ela está falando de machos de novo, mãe! — Gritei por cima dela antes de puxar o cabelo de novo. — Se comporta, sua trouxa, é só um filhote! Ela fez uma careta para mim e desceu correndo as escadas, fingindo estar chorando para fazer queixa de mim. O pior é que vai funcionar… Quando cheguei na cozinha, as duas pirralhas mais novas estavam em torno do meu pai e ele as alimentava, mamãe terminava de pôr a mesa, orgulhosa por preparar mais um desjejum no fogão que a Luna Humana a presenteou. — Não pode puxar os cabelos da sua irmã, Gavin, ela é pequenininha! — Mamãe me abraçou e beijou a minha bochecha. — Nossa, você está mais alto? Está quase da altura do seu irmão, a sua natureza está avançando bem rápido… Natalia fez beicinho, fingindo estar chorando para piorar a minha bronca, decepcionada por minha mãe ter se distraído com a minha altura. Rael chegou à cozinha logo após eu sentar, tinha os cabelos molhados e uma toalha pendurada nos ombros. — Corri toda a fronteira do clã, pai, com menos cinco segundos do tempo que levei ontem. Rael, apesar de não conseguir manter o m****o dele dentro das calças, era muito centrado e responsável. O tempo todo tentava se superar para receber a validação dos nossos pais. Assim como fez comigo, mamãe o abraçou e beijou a bochecha dele. — Senta aí, hora de comer, vamos sair cedo, Laila está madura e Rebeca tem esperança que encontre o companheiro da filha dentre os aliados. Vi a maneira em que mamãe encarou Rael, observando a reação dele. Meu irmão olhou para mim de soslaio e deu de ombros. — Se vocês quiserem, eu posso ficar aqui e- — Nem pensar, Rael! Nos últimos anos, você e seu irmão se recusaram a me acompanhar nas últimas visitas, mas, agora é diferente, ela pode ser a alma gêmea de um de vocês! — Sua mãe tem razão! — É, mamãe tem razão! — As duas caçulas repetiram as palavras de meu pai como papagaios. — Se for comparar com vocês, talvez a minha companheira nem tenha nascido, ou ela seja um filhote que ainda se alimenta das t***s da madre… — Resmunguei e meu pai rosnou para mim antes de chutar o meu calcanhar por baixo da mesa. — Anda, terminem o desjejum, Adanir já está la fora esperando! Quando subi as escadas de má vontade para me preparar para a viagem, meu pai me seguiu. — Como está? O seu lobo te disse algo? — Não… ele não me diz nada, só sente… — Sente o quê? — Não sei dizer.. ( menti) Parece estar bravo ou triste com alguma coisa. Os olhos do grande Alfa Derik estavam atentos aos meus, parecia que ele queria dizer algo, mas decidiu por guardar para si. — Eu mandei recado para lady Dófona, quando voltarmos da viagem, ela vai te examinar. — Acha que a minha natureza está com algum problema para nascer? — Não sei, filhote, mas não há de ser nada. Queria que o velho Agar estivesse aqui, ele saberia o que está acontecendo e como devemos lidar com ele. Gavin… eu estive pensando, tanto sua mãe quanto eu alcançamos a terceira forma, talvez, eu tenha cometido um erro ao nomear o seu irmão... — Pai, posso levar o tocador de música que Luna Esmeralda me deu na viagem? — Meu irmão gritou lá de baixo. Meu pai respirou fundo, vi quando engoliu em seco. — Pode, Rael, mas só poderá ouvir músicas quando estivermos no clã dos Lobos Brancos em segurança! — Eu sei, temos que ficar sempre atentos, pai, valeu! Quando o meu irmão se afastou, meu pai segurou o meu ombro e disse-me bem baixinho: — Gavin, a revolta da sua natureza tem algo a ver com o trono do clã? Precisa falar logo, filhote. Eu lembro o que senti em relação ao meu primo... — Eu sei, pai, já conversamos sobre isso, conheço a sua história e é diferente da nossa, Rael é um bom irmão e será um ótimo Alfa, eu jamais pensaria em tirar isso dele. Meu pai me encarou por alguns segundos, respirou fundo antes de sorrir obviamente forçado. — Está certo., filhote, vá arrumar as suas coisas, vou deixar que dirija um dos carros dessa vez. — Sério? — Eu sorri, empolgado. Adoro carros, motores, os humanos são geniais com suas invenções e aprendi cedo a consertar e guiar todo tipo de máquina que os Elfos importam. — Mamãe não vai reclamar? — Não, ela vai no carro do seu irmão, com o futuro Beta e Adunna no banco de trás, sozinhos sem os pais para interferirem, sua mãe tem quase certeza que eles são companheiro e quer, você sabe, servir de cupido. Eu ri das palavras de papai, mas uma coisa é inegável, mamãe geralmente acerta essas coisas…
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