Capítulo - 5

911 Palavras
Mia “Não me diga que você não sentiu isso?” ele afirma. “O quê?” Deito de novo. Eu senti e gostaria de não ter, porque eu apenas quero virar e fugir, mas meu corpo traiçoeiro me obriga a ficar. “Essa química insana que não devemos ignorar. Não vou ignorar”. “Não vai?” “Hmmmm. Não vou. Não, nós não vamos… ele se aproxima, pressiona suas grandes mãos quentes no chão do meu estômago. Não é nada. Não deveria ser nada além de eu sentir em todos os lugares e me deixar molhada. Ele se move para os meus lábios e acho que ele vai me beijar. Esse olhar predatório sombrio volta aos seus olhos e ele dá um passo para trás e volta a sentar na beirada da mesa. Percebo naquele momento que aqueles olhos dele são como janelas, me dando vislumbres de seus pensamentos. Eles não são as janelas para sua alma. Olhando para ele, é a escuridão que vejo. Não tenho certeza de que ele tenha uma alma, apenas um vazio. Não é bom. Mas ele está certo de que o que sinto correndo em mim é o magnetismo tão feroz que assume minha mente e corpo. Empurra minha alma para o fundo do além com todos os meus sonhos que vivem lá. O que sinto é o desejo desse estranho e isso me faz esquecer. “Entrevista primeiro”, ele diz com uma risada selvagem, depois sua voz profunda masculina continua: “Quero que você dance para mim… Mia.” “Dança?” “Isso, se você quer esse emprego, Mia. Tem que fazer por onde.'' Minha boca está mais seca que o deserto. Olho para ele, profundamente nos olhos dele e da excitação. Esse brilho nas profundezas é tão atraente que me faz esquecer por que estou aqui. Na verdade, esqueço enquanto me concentro nele e penso em suas instruções para dançar para ele. Isso faz com que meu pulso e sangue aqueçam com a mesma excitação com que estou dançando, olhando em seus olhos. Fecho os olhos e imagino, então começo a me mover e balanço como se eu estivesse ouvindo música. Movimentos… sexy e sensual. Sentindo o calor de seu olhar em mim. “Abra os olhos e olhe para mim, Mia", ele comanda. A necessidade em sua voz chega a algum lugar no fundo, dentro de mim, então eu faço. Abro os olhos e vejo que ele está olhando para os meus s***s. Que a fome agora subiu e é mais do que apenas luxúria e desejo. Algo em seu olhar me cativa, porque parece que ele quer me possuir. Me possuir e me fazer dele. Isso me empurra para mais fundo nesta toca de coelho. Eu caí e é como se eu estivesse me envolvendo em algo. Eu fiquei louca. A merda que está acontecendo em casa danificou meu cérebro e eu não sou mais graduada na faculdade direito. Eu não sou a mesma Mia Chaves. Eu não estou realizando meu sonho, que só queria escalar a escada do sucesso e ser a melhor versão de mim mesma. Eu sou essa pessoa, mas… agora sou a mulher que atingiu o fundo do poço. Sou a mulher que esse homem vê e deseja. Sou ela e algo me faz querer ser ela e fazer exatamente o que ele diz. “Para”, ele fala em uma voz fraca e baixa. Seus olhos encontram os meus e eu sei que ele sabe o que estou pensando. Eu só faço porque é como se eu estivesse em algum maldito feitiço. Faço o que ele me diz porque uma parte de mim precisa disso, e eu estou envergonhada de admitir. Ele sabe. Posso dizer que ele sabe que minha b****a está tão molhada que estou preocupada de que comece a vazar. Ele verá e saberá que estou excitada. É e******o da minha parte pensar isso porque ele não precisa ver para saber que estou excitada. Ele só tem que olhar para mim como está fazendo agora. “Você gostou disso” Ele me diz e se centra mais perto, parando de fôlego. ''Eu… '' Caramba, eu gostei, mas não posso admitir, mas ele sabe disso. ''Dá uma voltinha'' ele diz girando o polegar. Sigo as palavras dele e, de repente, é demais. Houve uma dor em minha b****a com tensão enrolando dentro de mim a cada segundo que seus olhos passam por mim. Eu normalmente não me toco. Eu nem tenho um vibrador, diferentemente Paolla, que tem uma exibição de todos os tipos, com uma variedade de formatos e tamanhos diferentes. “Parabéns, você acabou de conseguir o emprego como minha garçonete pessoal, anjo." Ele pega uma fechadura dos meus cabelos e enrola-o ao redor do dedão dele. “Você pode começar amanhã às sete. Seu salário inicial é dez mil." Ele se aproxima e pressiona o nariz sobre o meu. Sua respiração quente na minha pele me atrai para querer mais. “Pode me chamar de Nick”, acrescenta. Ele se afasta, os lábios arqueados em um sorriso perverso e pecador e eu o vejo pegar uma jaqueta e me deixar. Ele sai pela porta e me deixa em seu escritório. Os cliques da porta e a bolha que eu estava flutuando me trazem para a realidade. O que acabou de acontecer? Oh, Deus… que diabos? E... dez mil para ser sua garçonete pessoal? O quê?
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