COMEMORAÇÃO

759 Palavras
— Era exatamente sobre isso que eu queria falar, meninas. A minha mãe sorriu. — Quero levar você para jantar no Opal hoje à noite. O que acha? Minha amiga e eu ficamos sem palavras. — Mas, mãe, conseguir uma reserva lá é praticamente impossível. Respondi. — E quem é o dono do lugar? — Sim, eu sei que é o papai, mas você não gosta de pedir favores a ele. — Bem, desta vez eu quero levar você e convencê-la a ir. Ela deu de ombros. — Ou não posso? — Amiga, vamos. Implorou Maritza, fazendo beicinho. — Faz um tempão que não vamos lá. Bem, mas o convite era só para nós duas. Linda… — Claro que é para você também, boba. A minha mãe resmunga, passando os braços pelos ombros dela. — Você é como uma filha para mim. — Ah, você é tão doce, Tisha. Ela ri. Mais uma vez, tenho que conter as lágrimas. M*al consigo acreditar que as duas mulheres que mais significaram para mim na vida estão aqui, na minha frente. Sei que elas ainda estarão vivas no futuro, mas pelo menos agora posso impedir que Maritza se case com aquele maluco, e é incrível ver a minha mãe sem aqueles problemas de mobilidade. Desta vez, vou cuidar tão bem da saúde dela que isso não vai acontecer de novo. — Meu amor, sério, o que houve? Você me deixou bastante preocupada desde esta manhã. — Estou realmente bem. Asseguro a ela. — E eu vou me comportar muito melhor daqui para frente. Por que você não acredita em mim, mãe? É que é um sentimento… — Sim, eu acredito em você, querida, me perdoe. Você tem razão, é um sentimento agridoce. — Bem, eu quero frango agridoce. Respondo, sentindo a minha boca salivar. — Ok, vamos colocar tudo na caixa e ir para casa nos arrumar. Comprei um monte de coisas. Seu pai deixou em casa para mim. — Pensando bem, isso é estranho, Tisha. Comenta minha amiga. — Por que o James está mais legal do que o normal? — Como eu vou saber? A minha mãe resmunga. — Talvez ele precise de se*xo. — Ou talvez ele já tenha tran*sado. Brinco, arqueando as sobrancelhas. Como castigo, levo um tapa bem dado. — Não seja m*alcriada, garota. Ela rosna, e eu caio na gargalhada. — Vamos para casa, nos arrumar e parar de falar besteira. — Tá bom, mãe. Mesmo não me sentindo completamente em casa, consigo disfarçar perfeitamente e arrumar tudo antes de trancar a porta e ir para casa. — Você vai mesmo me emprestar esse? Maritza pergunta, surpresa, quando digo para ela vestir o lindo vestido azul que comprei por impulso. — Mas é tão caro. — E daí? Eu tenho dinheiro de sobra. — Metida. Ela resmunga, mas logo cai na gargalhada. — Você não quer usar? — Acho que rosa combina mais comigo. Sorrio. — Você vai ficar linda com esse. — Muito obrigada, amiga, ele é lindo mesmo. Ela suspira. — Ei, posso te perguntar uma coisa sem você ficar brava? — Claro, o que é…? — Por que você está olhando para o seu quarto como se nunca tivesse estado aqui antes? A pergunta dela faz o meu coração disparar. Se há uma coisa que eu tinha esquecido sobre a Maritza, é o quão intuitiva ela pode ser. — Ainda estou meio grogue por ter acordado cedo. Minto. — Tive uns sonhos muito estranhos e quero ter certeza de que está tudo bem. — E você teve um daqueles sonhos proféticos em que alguém te disse para não se casar? Ela brinca. — Porque essa é a única explicação que consigo encontrar para a sua decisão. — Exatamente. Sorrio. — É o que está acontecendo comigo e quero acreditar no que me disseram. — Bom, tudo bem. Não sei quem era essa pessoa no sonho, mas fico feliz. — Maritza, você também não deveria se casar, principalmente sob pressão. Aconselho. — E por que eu faria uma coisa tão boba? — Não sei, só quero que você tome cuidado e me avise se algum homem estiver te assediando ou algo do tipo. — Você é mesmo um pouco paranoica. Ela ri. — Mas tudo bem, eu vou escutar o seu conselho. ‍​‌‌​‌‌‌‌​‌​‌‌​‌‌​‌​‌‌‌‌‌‌‌​‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‍
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