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1359 Palavras

Liv narrando: Meus olhos estavam pesados. Meu corpo parecia feito de chumbo. Queria dormir mais, mas a dor lancinante na cabeça era suficiente para manter meus olhos abertos. Provavelmente, eu tinha morrido, e agora minha alma vagava pelo limbo, antes de entrar no paraíso. Não sei se era uma pessoa boa, mas confiava que talvez fosse parar no paraíso. De qualquer forma, a sonolência começou a desaparecer lentamente. Aos poucos, fui ficando mais consciente de onde estava. Sentia odores amargos no nariz, ouvia sons suaves de tilintar — como rodas pequenas rolando no chão, como de um carrinho. Abrindo meus olhos pesados, tentei perceber onde eu estava. Era branco, tênue e enevoado. Fechei-os novamente e franzi a testa. Sentia o cheiro de produtos químicos por toda parte e, então, tossi.

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