Eu fiquei na banheira até os nós de tensão do meu corpo se relaxarem, e depois, até os dedos ficarem enrugados. A imagem do olhar do Victor não sai da minha cabeça, e o amargo daquele olhar permanece na minha língua. Ele se deu conta de que eu era o símbolo de tudo o que destruiu a família dele e que ele não deveria sentir desejo por mim? Que isso seria a pior traição e desonra pela morte do pai? Eu deveria ter me coberto, assim que ele entrou, e evitado toda essa confusão. Só que eu me sentia tão dona de mim mesma na presença dele que agi sem pensar. Eu queria sentir de novo o que senti antes, eu queria desesperadamente os lábios dele nos meus, descendo pelo meu pescoço de novo… Afundei na banheira, a água já fria, para acalmar os meus nervos. Fiquei ali, prendendo o ar até senti

