Visita

1504 Palavras
1 semana depois Nosso trabalho estava cada vez mais produtivo, o desconforto que havia no começo entre eu e Jake havia desaparecido. Mas ele continuava na dele e eu na minha, conversávamos apenas o necessário sobre o projeto da professora Margaret. Gradativamente e curiosamente ele foi parando de me irritar e perturbar na universidade, uma vez ou outra alguém ria das minhas roupas e sussurrava "estranha" "nojenta" "esquisita". Tess não parava de falar um minuto durante o almoço na faculdade, ela simplesmente tinha engolido uma máquina e não ficava quieta. Ela começou a comparar todos os caras da faculdade, e depois começou a me deixar desconfortável, com o assunto: Jake Willians. - Tem o Jake Willians, não podemos deixar de notar que ele é bem bonito. - ela disse e ajeitou seu cabelo. - Tess! não esqueça tudo que ele já me fez. - disse a repreendendo. - Eu não esqueci, mas obviamente que ele entra no ranking de caras mais quentes dessa universidade. - ela disse. - Você não existe, Tessa Lewis. - disse e ela gargalhou. - Continuando... Jake parece ter um corpo super definido por de trás daqueles moletons e jaquetas que ele usa, ombros largos, deve ter tanquinho e aposto que deve ter um .... - ela parou de falar quando ele apareceu atrás dela e eu prendi o riso. - Ah não, não pare Tessa apenas continue. Estava divertido escutar as suas suposições. - ele disse sentando aonde estávamos, de frente pra mim. Ela ficou rosa de vergonha. - Eu? Não estávamos falando de você. - ela disse e sacudiu os ombros. Fechando a cara pra ele e depois revirou os olhos. - Sei. - ele disse e olhou pra mim. - Não se atrase hoje, porque tenho algumas coisas pra resolver. - Tá, tudo bem. - disse e olhei em volta, algumas garotas nos encaravam como se Jake sentado com a gente, fosse o apocalipse. Ele reparou no que tanto eu estava olhando, e pareceu por um momento ficar com raiva. Eu pensei que ele iria se levantar incomodado com tanta atenção, mas ele apenas relaxou na cadeira e digitou algo no celular. Depois das aulas práticas do sr. Robinson caminhei rapidamente para fora do campus, e o achei encostado na porta do passageiro, como ele sempre fazia. - Não demorei, nem adianta me olhar com essa cara. - eu disse e ele abriu a porta, fazendo a volta e se sentando dando partida no carro. - E eu ainda não sei porque você se atrasa tanto. - ele disse parando em um semáforo. - Eu não me atraso, só não ando muito rápido. Quando eu atravessei para chegar aqui, tive a impressão de que alguém estava me olhando, qual é o problema do Trevor? - eu disse soltando o ar enfim. - Trevor estava te seguindo? - ele arqueou a sobrancelha. - Acho que sim, mas ele disfarçou e andou até a Sara. - disse e ele bufou. - Ele está com raiva, pela senhorita Margaret ter trocado a dupla e o deixado sozinho. - Jake pareceu pensar por um instante. - Vocês são amigos... o que ele quer de mim? - disse ficando preocupada. - Trevor nunca foi meu amigo, ele é apenas um i*****l que acha que me seguindo terá prestígio com as garotas e os professores. - disse e depois de algum tempo paramos em frente a uma outra casa grande também. - Aonde estamos? - disse curiosa, reparando no jardim bem cuidado e a casa linda a frente. - Anda logo, Mirela. - ele disse e eu o acompanhei descendo do carro. Ele tocou a campainha e depois de um tempo esperando, apareceu uma mulher de uns quarenta cinco anos, bonita e parecida com.. ele, com Jake. Ela segurava um bebê de aproximadamente uns 8 meses e sorria. - Jake, até que enfim. - ela disse e depois me olhou. - Oh me chamo Marisa, sou a mãe do Jake.- ela me puxou para um abraço. - Mãe, a Mirela ela é uma colega minha do curso. - ele disse e a mulher fechou a porta atrás da gente. - Ai que bom, preparei alguns lanches espero que gostem. Eu poderia ter feito mais coisas, mas estou sozinha hoje e a Manuela está um grude. - ela disse e sorriu materna para a garotinha. De todas as coisas que imaginei, nunca poderia imaginar que Jake tivesse uma irmãzinha e uma mãe tão receptiva e simpática. Depois saiu me puxando para a cozinha indo em direção a mesa. - Obrigada, senhora Marisa. - eu disse e antes de pegar o sanduíche lavei as mãos. - Ah que isso! senhora não, me sinto muito velha. - ela disse e sorriu. - Apenas Marisa, ok? - Ok, e esse sanduíche está uma delícia. - disse depois de me sentar com ela na mesa. - Você é uma mocinha muito bonita, Mirela. - ela disse me olhando. - Muito diferente das mulheres que o meu filho anda. - ela disse. - Obrigada, mas eu e o Jake só estamos fazendo um trabalho da universidade e..- ela me interrompe. - Ah eu sei querida, não se preocupe. - ela disse e eu relaxei. - Você pode aparecer por aqui sempre que quiser, não estou trabalhando desde que a Manu nasceu, posso fazer um jantar e o Jake te trazer. - ela disse parecendo animada. - Eu acho que sim, só não posso voltar muito tarde. - disse lembrando de repente da presença da minha mãe em casa. - Você pode vir passar o dia também, temos uma piscina e podemos marcar algo e você trazer alguma amiga. - ela disse animada. - Tudo bem, é só me avisar quando. - eu disse e ela assentiu. Logo Jake apareceu com uma caixa grande, soltou a caixa na mesa de centro e veio até nós. Pegou um sanduíche e deu um beijo na testa de sua mãe e depois na testa de Manuela. Acenou pra mim, e nos despedimos delas. Chegamos em sua casa em silêncio, Jake levou a caixa para o quarto e eu o acompanhei, ele ligou o ar condicionado e se jogou na cama, pegando o celular falando com alguém sobre academia nova. Sentei na cadeira transparente da sua mesinha e joguei minha mochila do lado, esperei ele terminei a ligação. - Jake a sua mãe é muito simpática, e a sua irmãzinha é muito fofa. - disse e ele sorriu de lado se levantando da cama. - E ela é esperta também. - disse e foi em direção a caixa. - Eu espero que ela continue desse jeito, assim quando crescer não cairá em conversas bobas de homens.. - ele fez uma careta parecendo pensar. - Que irmão protetor! ela vai querer fugir de você. - eu ri e ele deu de ombros. - E sem contar que você é um desses homens que cria "conversas bobas" - fiz aspas no ar. - Eu não engano elas, Mirela. Pelo contrário elas sabem muito bem o que eu quero e mesmo assim aceitam. Jake abriu a caixa e tirou de lá um kimono branco e depois tirou também uma faixa preta, verificou a vestimenta. - Tá explicado agora você ter imobilizado aquele cara e ainda ter quebrado o dedo dele. - disse e ele sorriu parecendo divertido. - Me agradeça por aparecer naquela hora. - ele disse e piscou um olho, sorriu com aquele sorriso que derreteria corações de todas aquelas garotas que rastejavam por ele na universidade. - Eu estava me segurando pra não fazer pior... - Eles apareceram do nada, sabe? . - disse e peguei o meu livro na mochila. - Eu estava me preparando pra correr quando você apareceu. Afinal, o que estava fazendo lá? - Tinha que resolver algumas coisas com Trevor. - ele disse isso e pareceu tenso. - Aqueles caras não estavam planejando coisas boas pra você. Eu queria pegar o outro, ele foi suficientemente covarde e correu. Continuamos o trabalho de onde paramos, o trabalho tinha que ser escrito em algumas folhas e entregue já o outro deveria ser apresentado a professora, dei a ideia de fazermos uma cabeça com a arcada dentária e assim planejamos por toda a tarde. Até o horário de Jake me levar para a casa, entrei no carro depois dele e respirei fundo com a música alta de dentro do carro. - Muito alto, tem como diminuir o volume? - disse e ele se fez de desentendindo enquanto dava partida no carro. - Jake, está surdo? Essa música está muito alta. - falei as últimas palavras quase gritando. Ele me olhou de relance e abaixou o som dando um leve sorriso, ele estava brincando com a minha cara era óbvio. Que filho da mãe! Desculpe Marisa mas seu filho era irritante. Ele parecia agitado e animado ao mesmo tempo e eu nem sabia porquê. Até mesmo porque eu não conhecia nada de Jake, nada sobre a sua vida exceto sobre sua mãe e irmãzinha.
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