como se controlar

1542 Palavras
Pov Luna acordou em sua escrivaninha sentindo a cabeça doer, assim como o seu pescoço. Ela não notou que havia adormecido em cima do computador. Quando acordou, sentindo essa dor, ela se irritou, fechou e se levantou. Indo ao banheiro, ela escovou os dentes e lavou o rosto. Seu corpo estava exausto, sua cabeça estava exausta e não fazia ideia de como resolveria todos os seus problemas. Ela tomou um remédio e se deitou na cama. Era fim de semana, tinha o dia inteiro para relaxar, mesmo achando que não faria isso. Luna tinha que encontrar uma forma de se controlar, de treinar os seus poderes e não podia ficar com medo. O medo dela mesma podia tornar tudo mais difícil, poderia tornar incontrolável. Assim como Adrian se sentia incontrolável por medo de machucar alguém, por medo da fera que tem dentro dele. Não, Luna não seria assim. Quando alguém bateu na porta do quarto, ela se escorou nos braços e viu sua mãe abrindo a porta e metade do corpo dela apareceu. A mulher olhou a filha, que pareceu ter ficado a noite inteira acordada. Elisa franziu o cenho, achando sua aparecia, estranha. - Ficou acordada a noite toda? - Finalmente entrou. - Fazendo o quê? Elisabete olhou para a escrivaninha e viu um livro. Luna, notando que não havia escondido o livro da família, se levantou em um pulo, esperando que sua mão não visse o que ela escondia. - Eu estava estudando. - Ela não sabia como chegou tão rápido a mesa de madeira. Luna o fechou e colocou seu corpo na frente do móvel, para que ela não visse. - Prova. É uma prova. Elisa, que conhecia bem a sua filha, estreitou os olhos, cruzou os braços e questionou, achando estranha a reação dela. - Prova? - Duvidou. - Nunca vi você ficar a noite toda acordada, por causa disso. É muito inteligente e... - Mãe - Riu de nervoso, colocando uma das mechas do seu longo cabelo, atrás da orelha. - Não vejo o porquê da senhora me olhar desse jeito. O que acha que eu estava fazendo, com um livro e meu computador? No fundo, Luna desejava que ela não fizesse mais perguntas. Ela se concentrou muito e fingiu que não era nada de mais. Elisa, repentinamente, se achou uma tola por estar desconfiando da filha. Ela riu e disse: - Tudo bem - Olhou em volta e comunicou. - Achei que desejaria ir conosco para Londres. - Luna pareceu despertar. - Seu pai e eu vamos para a casa dos seus tios. Ia perguntar se estava a fim de ir, mas... - Vou passar está, mamãe. - Concluiu. - Além de estar morta de cansada, ainda tenho muito o que revisar. - É a primeira vez que vejo você tão desesperada para estudar. - Comentou, achando estranho. - Mas, isso é bom. Só não exagere. Sei que vai bem nas provas. Antes de sair, ela deu um beijo no topo da sua cabeça. Dando-lhe um último conselho, para descansar o restante do dia. Saber que iria passá-la o dia inteiro sozinha. A não ser pelo fato de que a governanta iria ficar de olho nela. Luna viu oportunidade para finalmente testar os seus poderes. Ela tinha que encontrar uma forma de fazer um feitiço de p******o. O qual não fazia ideia de como faria isso. Ela esperou ansiosamente para que o carro que levaria seus pais para Londres saísse quanto antes. Ela ficou pendurada na janela, com o cotovelo escorado e sua cabeça apoiada em cima da mão, como se esperasse algo impressionante acontecer. Quando finalmente viu o luxuoso carro preto saindo da propriedade, ela foi tomada por uma ansiedade e empolgação. Mas ela tinha que tomar cuidado, como leu no blog, algo que tomou como verdade. Ela tinha que tomar cuidado na hora de usar o poder do caos, pois uma mente fraca era o lar perfeito para que ele a dominasse. E ela não queria machucar ninguém, muito menos o Adrian. Sendo assim, ela olhou para o grande quarto e decidiu descer para tomar um café bem forte, achando que assim o sono iria embora. Ela foi até a cozinha, conversou um pouco com a empregada, tomou uma grande xícara de café forte e se sentiu revigorada. Ela disse que voltaria para o quarto e que passaria o restante do dia lá, mas, na verdade, Luna iria escapar e voltaria àquela cabana, pois se ela tinha que usar poderes mágicos, não poderia ser em sua casa. Luna não fazia ideia das consequências que isso ocasionaria. E não queria quebrar nada ou que alguma empregada ouvisse algo. Sendo assim, Luna volta ao quarto, pões uma roupa confortável, coloca o livro na bolsa e sair, pela janela. Ela se sentia uma tola, por fugir da própria casa, dessa forma, contudo, sair pela porta da frente ira lhe custar uma boa justificativa, já que a governanta era uma puxa saco dos seus pais. *** - Você está muito distraído. - Disse Melissa, vendo o filho, pensativo. Adrian nem notou que ela o observava. Mesmo sabendo que sua mãe era muito observadora. Ela estava, mesmo, era preocupado com o que aconteceu, com o que Luna havia dito. Ele acreditava nos poderes místicos dela, e sentia que, realmente, foi dominado por uma força maior que o forçou a atacar a garota que ele desejava proteger. Adrian não fazia ideia do porquê desejava tanto proteger Luna. Era um instinto maior do que a b***a que havia dentro dele. No momento, ele não pensava no que aconteceu em sua mente naquele momento. Ele parecia ter acalmado a fera e tomado o lugar dela com facilidade. O problema era que alguém usou da sua transformação e raiva para atacar a Luna. Significava que tudo e todos que ele não fazia ideia se eram ou não bruxas, ou feiticeiras, podia o encantar e o dominar, fazendo com que ele machucasse as pessoas que ele mais amava. Adrian odiava ser o medroso. Ele não estava sendo criado para isso. Seu pai era um homem muito rigoroso, mesmo que em sua maior parte só queria o proteger. Adrian tinha a necessidade da aprovação dele. De ser um bom lobo, participar da alcateia, de ser o próximo líder, de suceder seu pai também na empresa. Era muita coisa para um garoto que estava prestes a completar 18 anos. Ele tinha muito em suas costas. A pressão que seu pai colocava nele lhe dava ainda mais ansiedade, dor e medo. Tudo que Adrian queria era sumir, ter um dia de paz. Porém, isso era impossível. Ele era um Bolton e a família Bolton não tinha um segundo de paz. Quando não estava preocupado com a lua cheia e os efeitos de lobisomem sobre ele, ele estava preocupado com Luna, que insistia em sempre se colocar em perigo. Era tão cansativo, além disso, que ele tinha que esconder tudo isso da sua família, no qual lhe custava ainda mais força e pensamento lógico, para arranjar as melhores desculpas que poderia dar a alguém. - É, eu estou pensativo. - Naquele momento, só Melissa estava em casa. Nathan havia saído para a reunião com a alcateia. O pai não chegava e perguntava se ele estava bem, ele só se preocupava se seu filho iria se transformar em lobisomem e iria atacar alguém. Essa função era de Melissa e sentia que algo em Adrian estava errado. - Mãe - Ele resolveu focar em um só problema. A transformação. - Como aprendeu a controlar. O garoto nunca pensou em perguntar a alguém sobre isso. Era tão mais fácil controlar a raiva e ignorar que, não era a raiva que deveria ser controlada, mas sim a fera. - Controlar a raiva? - Levantou uma das sobrancelhas. - Não - A encarou. - Como controlou a fera? Melissa riu, orgulhosa. Ela esperava por esse momento. Seu marido não estava tendo sucesso com os treinamentos do filho. Ela acreditava que o método antigo era falho. - Como eu disse, da outra vez, encontrar uma razão é muito essencial, mas sua pergunta é a mais logica. - Ela levantou da mesa, após limpar o canto da boca, com o guardanapo. Nathan fez o mesmo. Ela não queria ter aquela conversa ali. - Vamos. Acho que um passeio pela propriedade pode ajudar a relaxar. - Ainda vai me responder? - Riu. - Sim. - Pegou em sua mão. - Sua pergunta é a chave para a transformação. Curioso, ele a seguiu. Os dois passaram pela porta de vidro, que levava ao jardim. Aquele lugar era enorme, que muitos hectares de terras. Ali, vivia uma pequena comunidade, onde os anciões moravam, pois segundos eles, era a fonte para se conectar com o passado. Melissa respirou fundo, sentindo o aroma das flores, e tudo que ele carregava, como um cervo que comia grama a alguns metros dali, o coelho que corria para dentro da sua toca e conseguia até ouvir a águia, repousando no galho de uma enorme árvore, não muito longe dali. Ela desejava que seu filho conseguisse usar todas as habilidades que herdou, para que, em seu aniversário, pudesse voltar para casa, depois da transformação total. - Eu o vi, em minha cabeça. - Comentou
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