Capítulo 51

1127 Palavras

A noite chegava devagar sobre a cidade, tingindo o céu de tons profundos de azul e púrpura, mas dentro do hospital, a escuridão não era completa. As luzes artificiais lançavam reflexos nos pisos brancos e nas paredes, criando sombras alongadas e irregulares que pareciam se mover levemente, como se respirassem junto com os que estavam presentes. Lívia permaneceu ao lado da maca de Eduardo, observando cada detalhe de sua expressão, cada movimento de seus olhos, cada gesto involuntário que pudesse indicar que algo além da consciência estava tentando emergir. O despertar de Eduardo tinha sido lento e fragmentado, e cada passo de progresso trazia uma mistura de esperança e apreensão. Lívia sentia a tensão crescer dentro de si a cada segundo que ele passava entre os mundos, como se a colina e a

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