O céu estava carregado quando Lívia e Daniel saíram da biblioteca. As nuvens cinzentas se agrupavam, como se soubessem do peso das descobertas que haviam feito, e o vento cortante parecia trazer consigo fragmentos de murmúrios antigos. Cada passo que davam pelas ruas desertas da cidade carregava uma sensação de urgência, como se o passado estivesse tentando alcançá-los. — Precisamos começar pelo terreno — disse Daniel, a voz firme, mas carregada de tensão —. Não podemos apenas depender de jornais e diários. Precisamos sentir o lugar, ver os detalhes que talvez ninguém mais tenha notado. Lívia concordou, embora o frio em seu estômago aumentasse a cada pensamento sobre a colina. — Estou com você — disse ela, tentando manter a calma. — Mas precisamos ser cautelosos. Se os relatos antigos fo

