Algumas horas depois, o céu continuava coberto por nuvens pesadas quando Daniel e Lívia deixaram o hospital. O ar da manhã era fresco, e um vento leve soprava pelas ruas, carregando o cheiro distante de terra úmida. Eduardo havia insistido para que eles fossem. Mesmo ainda um pouco fraco, ele garantiu várias vezes que ficaria bem sozinho por algumas horas. Um médico havia confirmado que sua condição era estável, e que provavelmente receberia alta no dia seguinte se continuasse melhorando. Ainda assim, Lívia hesitou antes de sair. — Tem certeza de que vai ficar bem? — perguntou pela terceira vez. Eduardo revirou os olhos com um sorriso cansado. — Lívia… eu estou em um hospital. Ela cruzou os braços. — Isso não significa que eu não possa me preocupar. Daniel observava a cena com um

