Bruna tinha retomado seu senso e controle dos movimentos, mas a dor que irradiava da cabeça, chegava a tomar todos os seus membros. Nunca tinha sentido tanta dor, nem no atropelamento, que havia caído já desacordada e só recobrado o sentido horas mais tarde, medicada e examinada. Tinha tentado manter o bom-humor diante das expressões assustas ao seu redor, mas ela mesmo sentia medo. Dentro da ambulância, Bruna se permitiu deixar de lado a postura de forte. Passou todo o trajeto séria, vendo pelo canto do olho, o rosto preocupado de Edgar para ela. Ele observava tudo sem piscar. Todos eles sabiam o que uma queda dessa poderia significar a dois dias da competição. – Ela foi atropelada há um mês – avisou logo que o carro deu partida. Por algum motivo achou importante compartilhar essa info

