Entre uma bateria e outra, tinha um intervalo. Apenas alguns minutos para recomeçarem as apresentações. Provavelmente, nas televisões, era o momento dos comerciais. Os atletas podiam se aquecer na pista, andavam de um lado para o outro, testando suas manobras. Para quem assistia, era uma oportunidade de ir ao banheiro ou buscar algo para beber. Mas para alguns, a espera era angustiante. – Minha boca está seca – informou Naty, tirando os olhos dos competidores pela primeira vez. – Não lembro de ter ficado tão nervosa assim assistindo a um torneio. – Eu vou buscar água, alguém quer? – Ofereceu Isadora. As duas responderam que sim. Então, ela saiu em busca das garrafinhas. – Eu nunca fico desse jeito quando vou competir – Naty continuou descrevendo seus sintomas de ansiedade. – Também p

