Capítulo três- Dúvidas

3822 Palavras
O despertador me acorda brutalmente me fazendo jogar ele no chão. Preciso só de mais alguns minutos de sono. Estou a compensar as horas que fiquei acordada ontem. Eu me ajusto na cama e volto a dormir. No fundo oiço a voz do meu pai a gritar. Eu sei que é por minha causa, mas não tenho vontade de acordar. Eu me levanto, ainda sonolenta, com relutância e sento na cama. Hoje é o jantar de aniversário da mãe de Ronald e eu prometi que aparecia. E também tenho uma carta muito importante para escrever, mas não sei por onde começar. Preciso que Ronald saiba o que eu sinto por ele. Meu celular apita. Eu o agarro e abro a mensagem. É de William, claro! William:" Bom dia, minha linda. Espero que tenha dormido bem. Precisamos conversar! " Eu não acredito na sua cara de p*u. Porquê ele insiste tanto em mim se nem me conhece? Eu leio a mensagem novamente. "Precisamos conversar!" Eu não sei o que ele quer conversar comigo. Não sei se devo responder. Talvez seja melhor não! Ele vai pensar que eu estou interessada. E eu não estou interessada. Me levanto e entro no chuveiro. Tomo banho e lavo o meu cabelo. Não entendo porquê me sinto estranha e diferente de repente. Normalmente eu penso sempre em Ronald, mas hoje é diferente. Até parece que eu não quero escrever a carta para ele e que não quero mais ser sua namorada. Como isso vai acontecer da noite para o dia? Enrolo uma toalha em mim e vou para o quarto, quando termino. Meu celular volta a apitar. Por favor que não seja William! Eu reviro os olhos e leio a mensagem. William:" Não vai responder? " Esse homem é impossível. O que ele quer comigo? Logo comigo, Felicity Jones? Eu não tenho nada para lhe oferecer. Ignoro a mensagem novamente. Não vou responder. Ele pode fazer o que quiser e vir aqui se quiser, eu não quero ter nada a ver com ele. Me visto e vou para a sala. White, Kira e meu pai estão tomando o café da manhã. Eu sento, enquanto todos olham para mim. Eu não vou dizer nada antes do meu pai começar. O que aconteceu com o carro não foi assim tão grave. — Começa a falar, Felicity! — Meu pai diz. Eu sirvo suco de laranja no meu copo. — Sobre? — Finjo ignorância. — O maldito carro! — Ok. A culpa não foi minha! Um homem bateu no seu carro e ficou desse jeito. Mas ele já deu o dinheiro para arranjá-lo. Está tudo bem. — Bem, se assim for, tudo bem. — Ele levanta a chávena de café até sua boca. — Foi aquele homem que esteve aqui ontem? — White pergunta de propósito. Porquê ela é assim tão irritante? Não consegue ficar nem um segundo calada? — Que homem? — Pergunto, embora saiba perfeitamente de quem ela fala. — A sério? Aquele homem bem vestido, que tinha um carro de luxo. O bonitão de olhos azuis. — Meu pai olha para mim questionando. — Sim. Ele veio apenas pagar o concerto do carro. — Como uma torrada. — Como ele sabe onde você mora? — Eu vou matar White! — Ele estava com o meu cartão de identificação da Jyaver. Ele me encontrou através dele. — Digo indiferente. — Bem, isso explica tudo. Quando Kira disse que era seu namorado, eu quase engasguei. Quer dizer, a namorada dele deve ser uma super modelo, uma atriz famosa, sei lá, tudo menos você! — Ela conseguiu mesmo me irritar! — Cala a boca, White! — Digo com raiva, quase gritando. — Parem imediatamente! — Meu pai grita. — Se continuarem, as duas vão lá para fora! — Entendeu, White? — Eu apenas falei a verdade. Que ódio! Porquê pensa que alguém como William king não pode se apaixonar por alguém como eu? Ele mesmo disse que gosta de mulheres como eu. Bem, pensando melhor sobre isso, ela pode ter razão. Se estou solteira há 24 anos, só pode significar que não sou propriamente o tipo de mulher que os homens gostam. Roberta e eu saímos para beber qualquer coisa às três da tarde num mini restaurante ao ar livre juntamente com Gabrielle. Eu não gosto dela! Ela é muito irritante e só gosta de humilhar os outros, mas para ser simpática eu apenas aceito a sua companhia. — Eu conheci um homem lindo de morrer ontem. Ele é um show! — Ela comenta. Eu apenas olho para ela aborrecida. Eu não sei porquê insisto em estar perto dela. Não a suporto! Ela é aquele tipo de pessoa que quando você vê diz: Ah! Se matar não fosse crime... — Aposto que sim. — Roberta responde. — Então, Felicity, e aquele bonitão já é seu namorado? — Gabrielle pergunta. — Quem? — Pergunto confusa. — Ronald. — Ah sim! — Por momentos pensei que falavam de William. — Não. — Ela não tem nada a ver com isso. Ela nem quer saber. — Que pena! — Ela não consegue esconder o sorriso. Eu me seguro para não arrancar seus cabelos pretos horríveis. — Talvez. — Digo com raiva. — Eu tenho quatro homens aos meus pés, mas eu apenas quero alguém que possa me dar diamantes, ao invés de flores, carros ao invés de chocolates e uma casa de luxo. Se eu encontrar, deixo de trabalhar num instante. — Ela é uma c****a! A pior de todas! — Sério? — Roberta pergunta com normalidade. — Claro. Querem uma mulher como eu? Têm que pagar. Claro que eles também tem de ser bons a f***r! Eu sou muito valiosa. — Na boca dessa mulher só sai porcaria. Ela é uma nojenta! — Então, Felicity, hoje é a festa de Ronald? — Roberta pergunta tentando mudar de assunto. Não entendo porquê ela falou isso na frente de Gabrielle. Na verdade não sei como a suporta! — Sim, e... — Meu celular vibra. — Só um momento. — Eu atendo: — Alô! — Que lindo esse short que você está usando! — Eu fico assustada. Como ele sabe? — William? — Você fica linda de vermelho, sabia? Mas não acha que a sua blusa está muito decotada? — Onde você está? — Ele não responde. Olho para Roberta e Gabrielle que estão sentadas na minha frente e olham para trás de mim boquiabertas. — Alô! William? Está me ouvindo? — Quando estou prestes a me virar, sinto uma mão forte no meu ombro. Eu fecho os olhos. King! — Perfeitamente, Felicity! Quero desmaiar aqui e agora. Eu conto até dez, depois abro os olhos. William tira a mão do meu ombro e senta ao meu lado. Está com uma camisa branca e jeans. E eu? Eu estou babando! Gabrielle morde o lábio e olha para ele, depois abaixa um pouquinho mostrando seus p****s para William. Claro que ia fazer isso, c****a! Mil vezes c****a! — Felicity, quem é o homem a nossa frente? — Roberta diz homem com muito gosto. Eu ainda não sei o que está se passando. Como ele tem a coragem de me seguir? — Esse é o William. William, Roberta e Gabrielle. — Apresento. — Muito prazer! — Gabrielle diz com os olhos verdes brilhantes. — O prazer é meu senhoritas.— William sorri. Porquê ele sorri para elas? — O que você faz aqui? Como me encontrou? — Vou direto ao ponto. — Podemos falar à sós? — Seus olhos azuis me encaram e me congelam. — Eu estou com as minhas amigas! — Me recomponho. — Está tudo bem, Felicity, pode ir. — Roberta responde piscando um olho para mim e sorrindo, e Gabrielle olha para mim com ódio m*l contido. William levanta, agarra a minha mão e me leva para junto do seu Audi cinza. Quantos carros esse homem tem? — Nós precisamos conversar, não acha? — Ele cruza os braços. Ele tem um corpo divino. Eu quero tanto tocá-lo! — Sobre? — Também cruzo os braços. — Você sabe perfeitamente.— Sussurra. — Sobre você me perseguir? Então, sim! Precisamos mesmo conversar! — Eu não a persigo! Eu apenas procuro por você. — Eu não sei exatamente porquê, mas quero rir. — Eu não quero saber o que você faz, apenas apague o meu número e esquece que eu existo! - É isso que eu quero? Quer dizer, não é todos os dias que um homem lindo como esse aparece dizendo estar interessado em mim. — Para o seu próprio bem, é melhor que isso não aconteça. — Olho para ele chocada. Talvez tenha razão, mas não deixo transparecer isso. — Meu próprio bem? — Sim! — Diz calmamente. — Como se o universo fosse virar contra mim por me afastar de você. — Digo sarcástica. — Você nunca teve um namorado, pois não? — i****a! Porquê essa pergunta de repente? — Olha, William, o que você quer? A sério! O que quer?— Pergunto. Ele fica sério. — Janta comigo esta noite? — Pergunta. — Claro que não. — Nem eu mesma acredito no que disse. Mas tive de o fazer, porque hoje é o jantar na casa de Ronald. E não o conheço. — Porquê não? — Porque não! — Amanhã então? — Ele não desiste? — Não! Eu não quero jantar com você. — O que foi que eu fiz de errado? — Sendo sincera, eu não sei. — Muita coisa. — Foi você quem bateu contra mim, ainda assim paguei o arranjo do carro do seu pai e entreguei a sua carteira. Eu não sei porquê me trata assim! — Eu preciso voltar! — Ele segura o meu braço. Engulo em seco. Olho para cima para ele e olho para seus lábios perfeitos. Se ele me beijar nesse momento, por mim tudo bem. Não vou afastá-lo nem nada! — Amanhã a gente janta! — Ele diz baixinho. Sua voz é tão hipnotizante que tudo que eu posso fazer é acenar em afirmação. Ele sorri e quando me apercebo, estou em seus braços. Ele me abraça carinhosamente. É tão bom! — Que bom que aceitou. Espero que o faça mais vezes. — Eu não entendo o que se passa, mas estou adorando. — Quero você linda amanhã. Dê o seu melhor e me agrade, porque será recíproco! — Seu perfume é maravilhoso. Eu não quero sair daqui! Por favor! Esse cheiro está dando cabo de mim. — Está bem. — Digo tonta com essa fragrância incrível. Meu Deus! Que perfume ele usa? Minha cabeça está em seu peito e posso sentir o quão musculoso ele é. Ele me larga infelizmente, mas coloca o meu rosto em suas mãos e me olha sorrindo. Não sei se existe alguma coisa horrível nele. — Então, nos vemos amanhã, linda. — Ele me larga e entra no carro. Estou emburrada. Sigo todos os seus movimentos, enquanto entra no carro. Entra e fecha a porta. Não me movo. Ele baixa o vidro do carro e sorri para mim. Nunca vi sorriso mais lindo em toda a minha vida. Eu acho que ele sabe que tem um sorriso deslumbrante, por isso sorri tanto. — Eu te ligo mais tarde. — Eu estarei ocupada. Vou para um jantar na casa de um amigo. — Ele franze a testa e volta a descer do carro. Porquê eu disse isso? Isso não tem nada a ver com ele! — Um jantar romântico? Ele te considera apenas como uma amiga? — Diz irritado. Mesmo assim continua lindo. — Isso é assunto meu, William! — Ele agarra a minha cintura e me pressiona contra seu corpo, depois aproxima os seus lábios dos meus. Eu fecho os olhos. — A partir de hoje será meu também. — Ele não me deixa falar nada e me dá um beijo casto nos lábios. — Está bem. — Estou tão estúpida nesse momento! Ele sorri, mas eu estou séria olhando para ele confusa e obtusa. — Às dez eu te ligo, está bem? — Aceno afirmativamente. Ele tem um efeito poderoso sobre mim. — Então, até depois! — Beija a minha testa e sobe no carro. Ele baixa o vidro novamente, pisca um olho para mim e vai embora. Eu ainda estou tentando digerir o que aconteceu. Porquê William me faz sentir assim? Nem Ronald alguma vez conseguiu. Será que estou apaixonada por William ou será que é apenas bonito demais que me faz ficar assim? Eu apenas o conheci ontem, o que está acontecendo? Eu não consigo entender. Volto ao pé de Roberta e Gabrielle. Eu só espero que não façam perguntas sobre William. Eu não quero responder. Bebo o meu suco e elas apenas olham para mim. — Então? — Roberta sorri amplamente. — Então o quê? — pergunto. — Porquê não me falou daquele homem? — Ele é seu namorado? — Gabrielle pergunta com a cara trancada. — Não! — Isso quer dizer que está disponível? Pode me dar o número dele? — Nem morta, sua vaca! — Eu não posso, lamento! E ele não está realmente disponível. Há uma coisa entre nós. Ele gosta de mim. — Respondo. Gabrielle ri como se tivesse dito um absurdo. — Sério? Por você? Homens como ele preferem mulheres... como eu posso dizer? — Ela procura a palavra certa. — Diferentes, atrevidas, sexys! Olha para ele! Ele com certeza é podre de rico e já que você não é, ele só vai querer uma coisa: Sexo. Depois joga você fora que nem um cachorro morto. — Ela continua. Eu fecho os olhos e conto até 40. Quando abro os olhos, olho para ela com um sentimento que nem eu mesma sei explicar. — Você quer dizer mulheres como você? Olha, sua cadela... — Eu levanto e coloco as mãos na mesa. — ... se ele gostasse de mulheres como você, talvez teria procurado, mas duvido que goste de caçadoras de fortunas vadias como você. Se acha que alguém como ele não pode se apaixonar por alguém como eu, manda ver! — A c****a é você! E vai dizer que não está interessada no dinheiro dele? Por favor! Você finge ser uma santinha, mas todo mundo sabe que você é uma v***a! — Ela também levanta, mas Roberta nos impede de lutar. — Parem! — Olha eu vou para casa, talvez William me ligue. Não aguento respirar o mesmo ar que putas nojentas. — Digo totalmente irritada. — E você, o que é? — Gabrielle olha para mim. — Cala a boca, Gabrielle! — Roberta a empurra. — Eu vou com você, Felicity! Vamos nos afastar dessa i****a. Gabrielle anda num movimento rápido até nós e me dá um tapa na cara, depois empurra Roberta no chão. Eu devolvo o tapa e quando tento ajudar Roberta a levantar, ela me empurra também, me chutando com os seus saltos altos. — Vamos ver mais tarde quem tem razão ou não! — Ela fala. Os seguranças ficam atrás dela, tentando arrastá-la para fora, mas ela vai sozinha. Roberta levanta e me levanta também. — Voy a matar a esa perra! — Ela diz" Vou matar essa c****a" em espanhol. Um fato: Quando Roberta está com raiva, fala espanhol e apenas entendo porque convivo com ela durante muito tempo. — É melhor nós irmos embora. — Dito isto, sumimos do restaurante. Eu saio de casa e vou para a casa ao lado às sete da noite. White gosta de Gary, por isso não veio. Ele é quatro anos mais velho que ela, e White diz que ele não sabe que ela existe. Kira deve estar a dormir e meu pai saiu por aí, por isso vim sozinha. Eu estou com o meu vestido azul com flores amarelas e sandálias castanhas, mas sem carta alguma. Eu não consegui escrever porque não sei se ainda gosto de Ronald. Estou confusa. Tudo graças à William King. Eu toco a campainha. Segundos depois, Ronald abre a porta para mim. Ele está bonito, é verdade, mas o sentimento que eu tinha sempre que o via, simplesmente não o encontro. Não sei se ainda existe. — Oi, Felicity. — Ele me dá um abraço e me deixa entrar. — Você está linda! — Coloca a mão na minha cintura e me leva para dentro. — Obrigada, você também. — Oi, Felicity! — Gary, o irmão de Ronald, me cumprimenta. Ele é como Ronald. Olhos castanhos, cabelos castanhos, mas dois centímetros mais baixo e é super engraçado. — Oi, Gary! — Eu sorrio para ele. Roberta me disse várias vezes que Gary gostava de mim, mas eu não acreditei e continuo a não acreditar. — Você está muito linda, sabia? — Ele diz olhando para a mão de Ronald na minha cintura. — Obrigada, você é muito amável. — Os elogios me fazem corar. — Eu ouvi a voz de Felicity? — A senhora Norah Johnson vem na sala e me abraça. Há mais outras pessoas. Primos, tios, avós e amigos. Muita gente que eu não conheço. — Boa noite, Norah. Muitos parabéns. — Eu abraço ela. — Muito obrigada. Você está linda! — Obrigada. E a senhora não é a exceção. — Felicity, quero que conheça algumas pessoas. — Ronald diz. — Está bem. — Nós já voltamos, mãe. Nós vamos ao pé de um grupo de cinco jovens, que riem como crianças. Eles param quando nos vêem. — Ronald essa é sua namorada? — Pergunta um homem loiro de olhos castanhos e alto. — Não. Ela é uma amiga. — Ronald responde olhando para o lado, depois encara eles. — Essa é Felicity. Felicity, esses são Bill, — Ele me mostra um homem de cabelos pretos, baixo, mas não mais do que eu. — meu primo, Verónica, — Uma mulher que parece ter a idade de White, loira de olhos castanhos e mais baixa que eu. — namorada de Bill, Patrícia, minha prima, — Uma mulher talvez um ano mais velha do que eu, cabelos pretos e olhos castanhos e alta. — Mike, meu outro primo, — Um homem alto de cabelos castanhos e olhos castanhos, — e Terek, um amigo. — O homem que perguntou se eu era a namorada de Ronald. Eu sorrio para eles. — Muito prazer! — Digo. — Que pena que você não está com Ronald. Vocês fazem um casal tão lindo! — A loira baixinha diz. Esqueci o seu nome. Ronald sorri timidamente. — Não exagerem! — Ele diz olhando para o lado. — Já que está solteira, você pode me dar o seu número? — Diz Terek. Talvez o único nome que decorei. — Você é muito engraçado. — Digo duvidando se ele estava brincando ou não. — Mais do que eu? — Gary se junta a nós e coloca uma mão na minha cintura também. Agora ele e Ronald o fazem. O que se passa aqui? — Eu acabei de conhecê-lo, por isso não posso dizer. — Dou um sorriso caloroso para ele. — Felicity, podemos conversar um segundo? — Ronald diz seriamente, fazendo com que Gary me largue. — Claro! — Todos sorriem para nós, como se não fossemos mesmo conversar. Todos exceto Gary. Nós vamos para o quintal para conversar sem barulho. Eu não me sinto mais nervosa como nos velhos tempos. E eu acho isso muito estranho. — Felicity, eu sei que não me diz respeito, mas quem era aquele cara que falava com você ontem? — Eu não conheço ele. Nós batemos com os nossos carros e ele foi deixar a minha carteira e o dinheiro para concertar o carro. Ele achou a minha morada através do cartão de identificação. — Esqueci de dizer alguma coisa? — Sério? — Sim. Você não acredita? — Eu não disse isso. Eu só achei que conhecesse ele. - Não conheço! — Mas vou jantar com ele. Essa história está m*l contada! — Ótimo! — Ele agarra as minhas mãos e olha para mim. — Felicity, há uma coisa que eu quero que você saiba! — O meu coração bate fortemente. Eu espero que não esteja apaixonado por mim. Por favor! Por favor! Por favor! Tudo menos isso! — O quê? — Pergunto com a voz trémula. — Eu estou apaixonado por você, Felicity... — Não! Não! Não! — ...e quando eu vi você com aquele cara, eu fiquei muito triste e com ciúmes. Razão pela qual, eu decidi falar isso para você. Eu tenho medo de perder você! Eu quero ser o seu namorado! — Ele me beija docemente. Seu beijo é bom, mas eu paro imediatamente. Ainda ontem eu pensava que estava apaixonada por ele e agora parece que esse sentimento está desaparecendo. Eu não entendo o que é que se passa. — Ronald, eu não quero te machucar. Eu também gosto de você! Gosto muito, mas eu tenho dúvidas sobre esse tipo de sentimentos. Eu sempre quis ser sua namorada, eu confesso, mas agora eu já não sei o que quero. O problema não é você! É que ultimamente eu ando muito confusa e não sei o que se passa. — Isso é um não? — Não é um não, mas também não é um sim. — Você precisa de tempo para pensar? Se é isso, Felicity, eu vou viajar para Idaho por um mês e quando eu voltar me dá uma resposta! — Combinado. — Você está apaixonada por outra pessoa? — Pergunta. — Não! Ninguém. Absolutamente ninguém. — Está bem. Vamos voltar para dentro de casa! — Ele me dá a mão, eu recebo e deixo que me leve para dentro de casa. Quando termina o jantar da senhora Johnson eu vou para casa, e quando não vejo ninguém na sala, eu vou ver Kira, depois vou para o meu quarto. Tiro a roupa e visto o meu pijama. Meu celular vibra. William! — William, olá! — Ele não esqueceu de ligar. — Já terminou o jantar na casa de seu amigo? — Sim! Acabei de chegar. — Amanhã nos vemos? — Sim! Aonde te encontro? — Pergunto. — Sabe que mais, eu vou buscar você! — Está bem. — Então, adeus. — Ele não desliga. Imagino que deve estar sorrindo. — Adeus, William! — Depois de dez segundos em linha, ele desliga. Eu não sei o que acabei de fazer. Eu não conheço ele! Mas ele não tem cara de psicopata nem de bandido. O que será que tem para me dizer? Também não consigo acreditar que Ronald esteja apaixonado por mim. Ele e Gary. Roberta tinha razão. White não pode saber que Gary gosta de mim, senão vai me enforcar até a morte. Quem diria que podia acontecer tantas coisas num só dia? William me beijar, Gabrielle e White acharem que alguém como ele pode não gostar de mim, luta no restaurante, descobri que Gary e Ronald estão apaixonados por mim e as minhas dúvidas. É tanta coisa para uma só Felicity!
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