CAPÍTULO 3

1973 Palavras
Quando esses sonhos vão parar de me atormentar? Quando vou ter a minha felicidade de volta. Desde que o advogado de merda saiu da minha sala eu não tenho mais paz. O medo me consome a cada dia. Medo que ela entre na justiça pedindo o divórcio. Medo que ela não me dê a oportunidade de consertar as coisas com ela e nosso filho. Arrumo para mais um dia de trabalho. Sem ânimo e sem querer ir a lugar nenhum. Tenho certeza que irei me afundar nesse quarto se ela não aparecer. Vou até a cozinha e bebo um pouco de café. Gail me questiona se eu não vou querer comer nada. E eu respondo que não. Ultimamente eu não quero nada, a não ser Ana de volta. Que ela apareça para querer pessoalmente o divórcio. Quero ter uma chance de consertar as coisas entre a gente. Vou para o escritório junto com Taylor. Questiono ao mesmo se tem alguma notícia, se Welch deu algum parecer sobre o sumiço de Ana. Ele me diz que não. Infelizmente nada está ao meu favor. Quanto tempo isso vai durar? Chegamos no escritório e peço a Andréia que coloque Welch na liga imediatamente. Quero alguma posição. Não é possível. Ana e meu filho não podem ter tomado um chá de sumido desse jeito. Andréia me avisa que Welch está na linha e eu já pego o mesmo com raiva. -Welch eu vou te dar mais uma semana, nenhum dia a mais e nem um dia a menos. Se você e seu pessoal não me derem uma resposta positiva estarão todos na rua. Não quero saber de mais nada. Uma semana e nada mais. Falo é desligo. Me jogo na cadeira. Eu não mereço sofrer tanto assim. Cometi um erro e estou sendo punido para uma vida inteira. Será que nunca mais vou vê-la? Será que ela está pedindo o divórcio para reconstruir a sua vida com outro homem? Ela quer dar um pai para o nosso filho. -Não. Grito sofrendo com o meu pensamento. Ela não pode fazer isso com a gente, com nosso filho, comigo. Ela não pode querer dá um pai ao nosso filho. Eu sou pai dele, e ninguém vai tirar isso de mim. Independente se eu fui fraco na hora que ela me contou. Passo os dias todos trabalhando, faltava apenas dois dias para Welch e sua equipe sair do meu caminho. Não quero incompetentes trabalhando comigo. Foram dois anos sem notícias nenhuma, e pelo andar da carruagem continuarem sem notícias. Minha mãe havia me pedido a dias para ir a casa dela, e hoje eu resolvi ir. Já não aguento mais as cobranças deles. Chego na casa dos meus pais e toco a campainha. Minha mãe já atende e me olha. Ela sabe que estou um caco humano a dois anos. -Filho, você tem que reagir. Ela diz me abraçando. -Me fala como mãe? Me diz como eu reajo sem minha família por perto. Me fala como eu conserto as coisas com Ana sendo que a mesma não aparece. Falo me sentando no sofá. -Eu sei que está sendo difícil para você, mas você precisa reagir. Precisa ficar bem por você e por eles. Nisso ela tem razão. Mas eu não consigo reagir sem saber que Ana não vai concluir o pedido de divórcio. -Cadê o resto do pessoal? Pergunto querendo mudar de assunto. -Seu pai foi para um conferência de advogados em New York. Foi até bom porque eu vou viajar também essa noite para ver uma criança que está m*l em outra cidade dos EUA. -Mas é grave o estado da criança? -É um bebê de um ano e meio, não sei muito do que se trata, mas me disseram que ela está com problema respiratório desde quando nasceu. Parece que os pais não tem condições de pagar um tratamento. Mamãe diz e eu fico pensando em meu filho. -Se eu puder ajudar em algo mãe, pode me contatar. Não gosto de saber que alguma criança esteja passando por problemas. -Não se preocupe filho. Tudo vai dar certo. Ficamos mais um pouco conversando. Eliot está na sua terceira lua de mel com Kate e Mia está na casa dela cuidando de Ava, filha de Eliot e Kate. Ava tem três anos. Mia e Ethan ainda não tem filhos, e como dizem eles nem pretendem ter tão cedo. Volto para casa, me afundo no piano depois de um banho. Choro me lembrando de cada momento com Ana em meus braços. Lembrando dela dançando comigo nesta sala. Lembranças de um momento bom. Deito em minha cama e sou tomado pelo meu sono. -Como você está Sra Grey? Questiono a ela depois de uma intensa noite de prazer. -Estou nas nuvens Sr Grey. Ela diz rindo para mim. -Eu nunca me canso de ouvir e ver seu sorriso. Eu sou louco por você. Te amo muito. -Eu também te amo. Ela diz me beijando. E acabamos mais uma vez fazendo amor. Acordo suado e com uma ereção enorme. Merda que sonho foi esse? Não consigo me recompor. Sei que sinto falta do corpo dela. Sinto falta dela toda. Suas roupas ainda no closet tem seu cheiro, o nosso apto tem o cheiro dela. Levanto e paro de pensar nisso. Eu preciso me concentrar hoje, tenho reuniões atrás de reuniões. Tomo um banho frio para acalmar meu corpo que pede por ela. No escritório eu já estou muito esgotado, já está na hora do almoço e não tive tempo de respirar. Meu celular tem várias ligações da minha mãe, mas nem tive tempo de atender ou ligar para ela para ver o que a mesma queria. Tenho um almoço de negócio. Termino e volto para a empresa. Andreia me diz que minha mãe disse que é para eu ligar para ela urgente. Nossa será que tem alguma coisa a ver com a criança? Será que ela precisa de dinheiro? Eu tenho mais duas reuniões. Aproveito e ligo para minha mãe antes de entrar na sala de reuniões. Ela atende no primeiro toque. -Mamãe o que foi? Desculpe não ter te atendido antes, eu estou cheio de reuniões hoje. -Filho, o que tenho para te dizer é muito sério. Quero que você sente na cadeira. Ela diz, e eu vou para minha sala, para ter a minha privacidade. -Fala mãe, o que está acontecendo? Pergunto me sentando. -Eu achei Ana e sua filha. Ela diz devagar. E eu não consigo raciocinar direito. Será que minha mãe está bem? -O que foi que você disse? Me levanto passando a mão na cabeça. -Christian a menina que eu vim cuidar e sua filha. Não acredito. Minha filha. Mas eu não quero falar com você sobre isso por telefone. Eu vou para New York amanhã junto com ela. Quero você lá no hospital. Ela não está nada bem. -Mãe você tem certeza que ela é minha filha? Questiono ainda não acreditando no que eu estou ouvindo. -Claro que sim. Eu não iria brincar com isso. Sua filha está aqui. Mamãe diz -E Anastásia? Cadê ela? Questiono preocupado -Ela está aqui também, não saiu um minuto do lado da filha. Mas tenho que te dizer que ela também não está bem. Está magra, com olheiras, parece que não come e nem dorme a meses. Christian eu preciso desligar. Amanhã a gente se ver no hospital em New York. -Tudo bem mãe. Digo e desligo. Não acredito que Ana é minha filha apareceram. Mas saber que minha filha está doente não me deixa muito feliz. Ana poderia ter me procurado. Poderia ter me pedido ajuda. Ligo para Taylor que está lá fora, e peço para ele pedir a Stefano para preparar o avião para New York. Eu vou hoje mesmo para lá. Eu quero acordar em New York e poder ver Ana e minha filha. Acabo as reuniões com muito custo, pois depois da ligação da minha mãe minha mente estava em Ana e minha filha. Vou para casa e peço a Gail para preparar uma mala de roupas, não sei quanto tempo vou ficar em New York, mas não pretendo arredar o pé de lá enquanto minha filha não melhorar e ter a minha mulher de volta. Já estou no voo para New York. Minha cabeça está a mil. Eu não sei o que vou fazer e como vou me comportar perto de Ana. Eu espero que ela queira me ouvir. Chego em New York por volta das dez da noite. Já me estabeleço em meu apto,ligo para minha mãe. Ela atende no segundo toque. -Mãe, você pode falar? Questiono a ela. -Sim filho, estou no quarto do hotel. Estou arrumando a minhas coisas. Ela diz. -Como ela está? Pergunto. -Não muito bem. Ela está com o pulmão infeccionado, m*l consegue respirar. Merda. -Porque Ana não ligou para gente pedindo ajuda? Falo como se fosse uma pergunta para mim mesmo. -Questionei a mesma coisa para ela. E ela me disse que não queria que pensasse que ela estava de volta por causa do seu dinheiro. -Sempre esse discurso dessa Merda de dinheiro. Amanhã vamos conversar sério sobre isso. Ela não podia colocar a vida da nossa filha em risco dessa forma. -Também acho. Mas eu não posso tirar o mérito dela, pois a mesma não tem feito nada a não ser ficar no hospital com a filha. Os médicos que eu estava conversando me disseram que ela não sai dali para nada, a não ser para ir em casa e tomar banho e voltar. -Ela estava com alguém mãe? Questiono com medo. -Não filho. Ela não estava com ninguém. Os médicos me disseram antes de saber que era ela, que a mesma era mãe solteira. Christian aqui é uma cidade pequena, nada passa nessa cidade. -Eu já estou em New York. Assim que vocês chegarem me manda uma mensagem. Digo, pois estou desesperado para ver Ana e minha filha. -Pode deixar filho. Vamos chegar ai cedo. -Tudo bem, acho que nem vou dormir essa noite. Falo -Eu sei. Mas tenta ficar calmo. Agora deixa eu acabar aqui, amanhã a gente se fala. Mamãe fala. Dou tchau para ela, e desligamos. Tomo um banho e fico pensando que depois de dois anos, finalmente encontrei minha família, minha vida. Eu preciso ter calma, não posso afastar Ana de mim mais uma vez. Me deito e minha mente não consegui dormir, eu não paro de pensar em como será a partir de amanhã. Consigo dormir quase cinco da manhã. Acordo com meu celular tocando. Atendo sem olhar para o mesmo. Era mamãe, me dizendo que já estavam em New York. E que minha filha já estava para ser examinada. Levanto da cama em um pulo e sigo para o banheiro. Eu estou nervoso e agitado. Não quero e nem posso estragar nada hoje. Eu quero ela de volta junto com a minha filha. Chego no hospital e já me encaminho para a recepção. Peço informação sobre a criança que né sei o nome. Merda devia ter perguntado a minha mãe. Mas digo que ela está sendo tratada pela Dra Grey. Eles me questiona o meu nome é digo que sou filho da Dra. Eles me liberam para falar com a minha mãe, vou para área pediátrica, e entro na sala de espera. E vejo o que queria ver a dois anos. Porém não desse jeito. Ana está magra, muito magra, seus cabelos estão maiores. Ela está andando de um lado para outro, e nossos olhos se cruzam. Vejo tristeza nos mesmos. Vejo que ela realmente não tem dormido e nem comido a dias ou meses. Seus olhos tem olheiras e estão maiores devido a magreza visível. Eu quero consertar as coisas com ela, mas também quero entender porque ela está sofrendo desse jeito, sabendo que eu poderia ajudar.
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