A medida que a Floresta dos Pinheiros ficava para trás, parecia agora extremamente diferente depois do ataque ao castelo. Não mais um refúgio verde e ancestral, mas um corpo vivo que os observava partir, troncos como colunas de um templo antigo, resina escorrendo como lágrimas espessas, galhos que rangiam sob o vento como se sussurrassem advertências. O ar tinha cheiro de terra molhada e de algo metálico, quase imperceptível, que só Lisa parecia notar. Ela caminhava à frente. Não por imposição, mas porque era assim que sempre fora. Mesmo criança, nas corridas com Desmond, era ela quem desbravava primeiro o mato fechado, quem enfrentava o galho que arranhava o rosto, quem pisava na lama para que os outros não precisassem. Agora, com as botas marcando o solo úmido e o cabelo curto ainda

